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“Desmobiliza” confirma retração de investimentos nos campos terrestres

Programa visa preencher 3.399 vagas localizadas principalmente no Sudeste do país

16 de outubro de 2013 às 13:30

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Foto: Arquivo

Neste mês de outubro, a categoria petroleira está em plena campanha reivindicatória. Mas, nem isso, impediu a Petrobrás de lançar o “Mobiliza 2013”. Trata-se de um programa de Recursos Humanos que tem por objetivo preencher 3.399 vagas, disponibilizadas, em sua maioria, no Sudeste do País. Apesar do nome, o que o Programa promove no Nordeste, ao incentivar a saída da mão-de-obra qualificada da Região, vai, exatamente, na contramão do que sugere. Daí, seu novo apelido: “desmobiliza”.

Entre as regras do Programa, está obrigatoriedade das gerências da Estrutura Básica de liberar os candidatos selecionados em, no mínimo, dez por cento, sem que haja reposição. Para o SINDIPETRO-RN, a medida da Companhia é não somente desrespeitosa, como também ilegal, uma vez que o Acordo Coletivo proíbe a movimentação de pessoal durante o processo de campanha salarial. Por este motivo, esta Entidade já está estudando com sua assessoria jurídica as medidas mais apropriadas a serem adotadas.

De antemão, cabem alguns questionamentos: por que estas vagas não foram preenchidas pelo pessoal do Cadastro de Reserva do último concurso? Partindo do precedente de que a Empresa não prevê reposição dos funcionários transferidos, quem irá ocupar os cargos que foram deixados para trás? Serão simplesmente terceirizados, ignorando a necessidade de concurso público?

Não é novidade que os campos terrestres do País, concentrados principalmente no Nordeste, vêm sofrendo desmobilização por parte da Petrobrás. O Programa de Aumento da Eficiência Operacional – Proef e o Programa de Otimização de Custos Operacionais – Procop já trouxeram essa realidade, promovendo retração de investimentos e movimentação de trabalhadores para o Sudeste.

Agora, o “Desmobiliza” chega para ratificar a orientação de progressivo abandono da exploração do petróleo em continente a fim de arrecadar recursos para investir no Pré-sal. Assim, na gestão Graça Foster, ao invés de a Petrobrás ser um instrumento de apoio ao Estado no combate às desigualdades regionais, passa a ser fator de agravamento.

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