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Crime Ambiental

90% dos brasileiros culpam Samarco por tragédia em Mariana

Dois meses do acidente na Samarco, em MG, e ainda não há levantamento dos impactos sociais

08 de janeiro de 2016 às 10:03

Completou dois meses do rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG), na última terça-feira (5), e ainda não há levantamento definitivo sobre os impactos sociais gerados pela tragédia. Mas, para a população brasileira há pelo menos um consenso: a principal responsável. Segundo levantamento nacional realizado pela Hello Research, 89% dos brasileiros culpam a Samarco. As informações são do jornal O Tempo. 

De acordo com a pesquisa, 89% dos entrevistados culpam a empresa, que é controlada pela Vale e pela BHP Billiton, como principal responsável pela tragédia. A mineradora, porém, não esta sozinha. Falhas  na fiscalização do governo estadual têm culpa para 73% dos entrevistados, enquanto o governo federal também é culpado para 62%.

“Chama a atenção que, mesmo em um momento político complicado, o governo federal não foi tão apontado pela população. Os números mostram que está bem enraizada na mentalidade do país a responsabilidade da Samarco, o que mostra que também sabemos responsabilizar os serviços privados”, avaliou Dênis Bertoncello, diretor da Hello Research, em entrevista ao Tempo.

A pesquisa ouviu a opinião de 1.200 pessoas em todo o país em dezembro de 2015 e tem margem de erro de três pontos percentuais. Procurada pelo jornal mineiro, a Samarco não comentou a avaliação.

Repercussão internacional

O jornal britânico The Guardian, em matéria da retrospectiva de 2015, colocou a tragédia em Mariana como um dos “cinco escândalos corporativos” que “definiram” o ano.

A publicação inglesa lembrou ainda que a mineradora Vale tentou se esquivar da responsabilização, afirmando que a Samarco é “uma companhia independente”, opinião que não foi aceita pela Justiça. Além disso, o Guardian alertou seus leitores sobre a ausência de novidades no caso, ainda que tenha sido o maior da história brasileira. O estado de Minas Gerais, nos últimos dez anos, sofreu cinco rupturas de barragens.  

Fonte: Brasil de Fato

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