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Altos preços do petróleo ameaçam crescimento, diz AIE

22 de junho de 2011 às 11:37

Os altos preços do petróleo podem tirar China e Índia da rota de crescimento, duas nações que têm ajudado a economia global a superar a crise financeira, disse a Agência Internacional de Energia (AIE).

Os países asiáticos, liderados pela China e Índia, estão adotando políticas de aperto monetário para lutar contra uma crescente inflação, em parte por causa dos altos preços do óleo por conta das tensões geopolíticas no Oriente Médio e África, que reduziram a oferta.

O petróleo Brent chegou a testar o pico de US$ 127 o barril neste ano. "Altos preços de petróleo representam um risco significativo de descarrilar a recuperação econômica não apenas dos países da OCDE, mas também na China e Índia", disse o economista-chefe do AIE, Fatih Birol, à Reuters.

"China e Índia são as duas mais importantes economias que nos ajudará a tirar da crise econômica global. Se eles adotarem políticas de aperto monetário, isto poderá nos levar a um desaquecimento de nossas economias, o que é má notícia para todos nós."

Preços do petróleo devem ficar acima de US$ 100 o barril no próximo ano por preocupações quanto à oferta superando o sinal de alerta no crescimento econômico global, segundo pesquisa da Reuters com representantes da indústria, executivos e traders (negociantes) na semana passada.

A produção global de petróleo é estimada para atingir 96 milhões de barris por dia (bpd) até 2035, com regiões do Oriente Médio e norte da Áfica respondendo por 90% deste volume, de acordo com a AIE.

O mundo precisará de mais petróleo da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep), Canadá e também de outros produtos que não sejam à base de gás, enquanto muitos campos de petróleo fora da Opep estão em maturação, disse Birol.

Mesmo assim, os investimentos no Oriente Médio e no norte da África podem ser adiados, pela dificuldade em mandar trabalhadores a estas regiões por conta dos conflitos locais, acrescentou.

Impulso no Gás

A China deverá importar cerca de 50 bilhões de m³ de Gás Natural Liquefeito (GNL) até 2015, equivalente às importações da Europa, disse ele.

A crescente preocupação sobre segurança em plantas de energia nuclear, após a crise em Fukushima, no Japão, também deve impulsionar a demanda por GNL, carvão e combustíveis renováveis.

Em alguns países, os planos para construção de plantas nucleares estão sendo revisados ou adiados, enquanto as unidades existentes atualmente podem ser fechadas mais cedo, acrescentou Birol.

Se a capacidade de crescimento for reduzida pela metade, a 180 GW, a participação nucler no mix de energia global deve cair para 10%, contra 14% atualmente, disse Birol.

Fonte: Portal Terra

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