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Participação nos Lucros

Assembleia na Base 34 também aprova paralisação nacional

Polícia Militar esteve no local e presença foi repudiada por trabalhadores: novo modelo de gestão?

18 de janeiro de 2013 às 16:02

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Foto: Gilson Sá

Petroleiros e petroleiras lotados na Base 34, em Mossoró, também irão reforçar a paralisação de advertência que a categoria realizará no próximo dia 28 de janeiro, em todo o País. A decisão foi tomada por unanimidade em assembleia realizada nesta quinta-feira, 17 de janeiro. O movimento integra o calendário nacional de lutas pela PLR máxima e igual para todos e pela abertura de um processo democrático de negociação, tendo em vista o regramento do pagamento das PLRs futuras.

Outro ponto debatido durante a assembleia foi o crescimento da influência de forças conservadoras no interior do Governo Dilma e os reflexos na gestão da Petrobrás. Segundo as avaliações, após a entrada de Graça Foster na Presidência, o foco da Companhia tem se modificado. Gradativamente, a Petrobrás vai deixando de lado a atuação como instrumento indutor do desenvolvimento econômico nacional para valorizar apenas a busca pelo lucro. Exemplo disso é a implementação do Programa de Otimização de Custos Operacionais – Procop.

Para o período 2013/2016, o Programa tem como meta uma redução de custos da ordem de R$ 32 bilhões, o que vem impactando a capacidade de investimentos e contratação de serviços. As consequências dessa nova orientação, segundo avaliam os diretores, expressam-se no modelo de gestão, com a adoção de um estilo autoritário, e na retração da atividade econômica em áreas cujo retorno não tenha lucratividade elevada, acarretando diminuição do número de empregos.

Intimidação – Além das deliberações, um fato que chamou a atenção dos trabalhadores foi a presença de um veículo com policiais militares acompanhando a Assembleia. Os manifestantes repudiaram a tentativa de intimidação ao movimento, e os policiais se retiraram do local. Muitos trabalhadores indagam sobre de quem teria sido a iniciativa.

O SINDIPETRO-RN vai exigir explicações sobre essa vergonhosa afronta junto à Gerência da UO-RNCE. No movimento sindical petroleiro norte-rio-grandense, esse tipo de incidente volta a acontecer depois de um período de quase 10 anos. Serão sinais dos “novos tempos” da gestão Graça Foster? Desinvestimento, acompanhado de ataques a direitos, assédio, repressão e criminalização dos movimentos, são práticas já conhecidas pela categoria, e não serão toleradas.

 

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