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Atração de investimentos acelera geração eólica no país

12 de julho de 2011 às 12:52

Recentemente, o Brasil entrou para a lista dos 15 países mais atrativos para investimentos em energias renováveis pela primeira vez. A expansão de energia eólica foi fator decisivo para que o país subisse quatro posições no último trimestre, chegando à 12ª colocação, no estudo realizado pela consultoria Ernst & Young.

Diante desse cenário, o investimento em tecnologia e inovação torna-se fator imprescindível para que os investimentos sejam bem aproveitados. É o que mostra o estudo da Ernst & Young. “A despeito do choque no cenário internacional de geração de energia provocado por eventos de impacto transnacional, como o tsunami no Japão (seguido por um desastre nuclear) e a turbulência geopolítica no Oriente Médio e Norte da África, a crescente viabilização comercial de distintas tecnologias proporciona novas oportunidades para o aprimoramento desse mercado.”

Luiz Cezar Sampaio Pereira, sócio fundador da Enersud, que atua no mercado eólico de pequeno porte nacional, analisa a posição do Brasil nesse ranking por duas vertentes. “O lado bom é a aceleração na implantação da fonte eólica de geração. Notícias sobre novos parques e ampliação dos existentes comprovam esse fato”, diz ele. “O lado ruim é a repetição do modelo da indústria automobilística que premia a importação de tecnologia e penaliza o desenvolvimento local”, pondera Luiz.

Para o engenheiro, a posição do Brasil não é boa, mas bons ventos e a crise européia devem acelerar a vinda de fabricantes de turbinas para Brasil. Segundo Luiz, a questão não é a falta de recursos para pesquisa, mas falta estímulo ao consumo de produtos nacionais. “Isso teria que começar pelos pequenos equipamentos como aconteceu na Dinamarca, Alemanha, França, Espanha, Estados Unidos e mais recentemente na China”, diz o sócio da Enersud.

Sistema eólico

O sistema que retira energia do vento e transforma em energia mecânica funciona como nos tradicionais moinhos, só que usando aerodinâmica específica e materiais compósitos hoje disponíveis. Desse ponto em diante entra a moderna tecnologia dos geradores elétricos e a eletrônica de potência de última geração. Em parceria com a Poli-USP, a Enersud está desenvolvendo um rotor que usa como diferencial conceitos aplicados a turbinas de grande porte em uma máquina de 10 Kw. O rotor aerodinâmico é o conjunto de pás do aerogerador. Ele é responsável pela conversão da energia do vento em energia mecânica. Esse equipamento deve englobar três características: converter um elevado percentual da energia do vento, ser leve e consequentemente de baixo custo e ser resistente para suportar as piores condições atmosféricas.

Fonte: NN

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