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Guamaré, Alto do Rodrigues e Plataformas

Atrasos de embarque desta terça cobram resposta à Pauta Reivindicatória

Mobilização também denuncia insegurança, protesta contra sucateamento da AMS e reivindica fim do RAC

10 de setembro de 2013 às 17:58

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Foto: Gilson Sá

Atrasos no embarque para o Polo Industrial de Guamaré, Ativo de Produção do Alto do Rodrigues (ATP-ARG) e plataformas marítimas (ATP-MAR). Foi essa a forma utilizada pela categoria petroleira norte-rio-grandense para pressionar a Petrobrás por celeridade na resposta à proposta de Acordo Coletivo de Trabalho 2013-2015. Realizada pela segunda vez nesta semana, a mobilização desta terça-feira, 9, também denunciou a insegurança em Guamaré, protestou contra o sucateamento da AMS e reivindicou o fim do Regime Administrativo de Campo em Alto do Rodrigues.

Indignação – Além da preocupação com o desenvolvimento da Campanha Reivindicatória, os petroleiros norte-rio-grandenses estão com motivações de sobra para continuar se mobilizando. Em Guamaré, a indignação com a conduta que vem sendo assumida pela Gerência da Petrobrás tem aumentado na mesma proporção em que os incidentes vão se multiplicando.

Segundo informações obtidas pelo Sindicato, durante o vazamento de gás ocorrido último sábado, 7 de setembro, um brigadista passou mal ao inalar o fluido depois de tentar fechar uma válvula. Levado à enfermaria, vomitando, o trabalhador foi medicado e voltou a trabalhar nesta terça-feira, 10. Na planilha do Bom Dia SMS, entretanto, nenhum incidente foi registrado.

AMS – Outra fonte de indignação da categoria petroleira foi potencializada por uma nota enviada pela Petrobrás aos funcionários. No documento, intitulado “AMS: Não haverá paralisação do atendimento”, os Serviços Compartilhados informaram que “o atendimento aos beneficiários permanece regular e não há riscos de paralisação”. No entanto, de acordo com um comunicado divulgado pela Casa de Saúde São Lucas – uma das instituições hospitalares credenciadas, a suspensão do atendimento chegou a ser bem concreta (ver imagens abaixo).

A medida só não foi levada adiante porque, diante da informação de que parte dos hospitais da rede credenciada iria suspender o atendimento, a categoria petroleira em Natal reagiu prontamente, e aprovou, por unanimidade, a realização de uma paralisação de 24 horas. A mobilização acabou provocando uma nova rodada de negociação entre a AMS e os hospitais, ocasião em que se chegou a um acordo.  

Regime – Reivindicação local que também vem ganhando força é o fim do Regime Administrativo de Campo. Inexplicavelmente, apesar das negociações realizadas nos últimos anos, a Petrobrás tem feito “ouvidos de mercador”. É inaceitável que no Alto do Rodrigues continue a vigorar um regime pensado para áreas normais, com condições de transporte e acesso fácil a diversos serviços. É inaceitável, também, que a Petrobrás ignore a recomendação de adoção do Turno Ininterrupto e do Sobreaviso, propostas por comissão formada especificamente para identificar os tipos de regime mais adequados à realidade daquela área.

 

Acesse aqui para conhecer a íntegra da Pauta de Reivindicações

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