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Participação nos Lucros

Campanha ingressa na 7ª semana com tendência de crescimento

Veja a trajetória percorrida nessa luta pelo movimento sindical petroleiro até o dia 17 de janeiro

18 de janeiro de 2013 às 16:14

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Foto: Arquivo

Em vias de deflagrar uma paralisação de 24 horas, agendada para 28 de janeiro, trabalhadores e trabalhadoras da Petrobrás intensificam mobilizações, realizando atos e paralisações nas principais bases da Companhia, em todo o País. Coordenado pela FUP e Sindicatos, o movimento reivindica valor máximo para a PLR 2012 e o regramento democrático do pagamento das PLRs futuras, não descartando a possibilidade de realização de uma greve geral, por tempo indeterminado, já nos primeiros dias de fevereiro.

Nesse período, a Petrobrás deverá promover uma reunião do Conselho de Administração da Companhia, cuja pauta prevê a aprovação do Balanço referente ao exercício 2012 e o provisionamento dos valores referentes aos dividendos. De acordo com a legislação vigente, o valor máximo que poderá ser pago aos trabalhadores a título de Participação nos Lucros e Resultados da Companhia (PLR), corresponde a até 25% daquele que for reservado aos acionistas.

 

Veja, a seguir, a cronologia da Campanha da PLR 2012...

 

5 de dezembro de 2012

De forma unilateral, ou seja, sem qualquer negociação com a FUP e Sindicatos, a Petrobrás apresenta proposta de adiantamento da PLR 2012, propondo um piso de R$ 3.149,34 ou 0,26 de uma remuneração, o que for maior. O valor representa uma redução de mais de 50% em relação à antecipação da PLR 2011. Além disso, até hoje a negociação do regramento das PLRs futuras não foi retomada, como tem cobrado sistematicamente a FUP.

 

6 de dezembro de 2012

O Conselho Deliberativo da FUP reúne-se no Rio de Janeiro e aprova indicativos de rejeição da antecipação proposta pela Petrobrás e de realização de mobilizações em todas as bases da Companhia, no dia 17 de dezembro, para exigir negociação do montante que será provisionado para a PLR 2012 e a retomada da discussão do regramento da PLR Futuras.

 

10 e 16 de dezembro de 2012

Sindicatos promovem assembleias de trabalhadores para discutir proposta de antecipação da PLR e estratégias de luta. Proposta da Petrobrás é massivamente rejeitada.

 

12 de dezembro de 2012

A FUP reúne-se com a Petrobrás no Rio de Janeiro para retomar as negociações do regramento das PLRs futuras.  Não houve avanços.

 

14 de dezembro de 2012

A FNP encaminha documento à FUP e aos 17 sindicatos propondo uma Plenária Nacional para discutir os rumos da Campanha da PLR 2012.

 

17 de dezembro de 2012

Manifestações e protestos contra a postura da Petrobrás, que faz “ouvido de mercador” e não abre negociações com a categoria, são realizadas em todo o País. No Rio Grande do Norte, são registradas paralisações de trabalhadoras e trabalhadoras com até oito horas de duração. O Estado aprova proposta de greve de 24 horas, para os 12 sindicatos filiados à FUP, a ser deflagrada em 10 de janeiro de 2013.

 

19 de dezembro de 2012

Nova reunião do Conselho Deliberativo da FUP. Conforme decisão de assembleias locais, a representação do SINDIPETRO-RN defende a realização de uma paralisação nacional de 24 horas, no dia 10 de janeiro, e a participação de todos os sindicatos filiados à FUP em Plenária convocada pela FNP. A proposta de participação é rejeitada por 11 dos 13 sindicatos, mas a direção da FUP afirma que está aberta ao diálogo e que, se a FNP e os sindicatos a ela filiados desejarem, poderão participar da próxima reunião do Conselho.

Já, com relação à proposta de paralisação, o Conselho Deliberativo define o período de 10 a 27 de janeiro de 2013 para a realização de assembleias deliberativas e realização de manifestações e protestos. Além de decidirem sobre a realização de uma paralisação nacional de advertência com 24 horas de duração, no dia 28 de janeiro, petroleiros e petroleiras deverão realizar atrasos, suspensão de troca de turnos, paralisações-surpresa, cancelamentos da emissão de Permissões para o Trabalho e piquetes de convencimento, alertando a categoria para a possibilidade de realização de uma greve geral por tempo indeterminado, nos primeiros dias de fevereiro de 2013, caso a empresa não avance nas negociações.

 

20 de dezembro de 2012

Logo após as deliberações do CD, a FUP comunicou à Petrobrás a rejeição do adiantamento da PLR 2012 e cobrou o início imediato da negociação do montante total do lucro que será provisionado para os trabalhadores e trabalhadoras. A Federação também enviou documento ao Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST) solicitando reunião para discutir critérios e parâmetros para a negociação de metas para o pagamento da PLR do Sistema Petrobrás.

 

4 de janeiro de 2013

O SINDIPETRO-RN inicia as mobilizações em todas as bases do Sistema Petrobrás no Estado, realizando concentrações dentro do horário de trabalho, com até 4 horas de duração. As assembleias aprovam a greve de advertência de 24 horas, no dia 28 de janeiro, e a greve por tempo indeterminado, caso a Petrobras não avance nas negociações.

 

07 de janeiro de 2013

O SINDIPETRO-RN encaminha Comunicado à direção da FNP, justificando a impossibilidade de participação em Plenária e conclamando as entidades filiadas àquela Federação a levarem em consideração e viabilizarem em suas respectivas bases os encaminhamentos aprovados pelo Conselho Deliberativo da FUP. No mesmo documento, o SINDIPETRO-RN ainda propõe a formação de uma Comissão com o intuito de aproximar as posições conflitantes das duas Federações e convida a FNP a participar de reunião do Conselho Deliberativo da FUP, agendada para 30 de janeiro de 2013.

Neste mesmo dia, a FNP reúne-se com seus cinco sindicatos filiados para discutir a Campanha da PLR. O documento do SINDIPETRO-RN é discutido e os participantes aprovam um calendário de lutas semelhante ao dos sindicatos filiados à FUP. A FNP também afirma que, se a FUP reforçar o convite feito pelo SINDIPETRO-RN, participará da próxima reunião do Conselho Deliberativo da FUP.

 

10 a 17 de janeiro de 2013

Têm início as mobilizações e manifestações pela PLR máxima e igual para todos e pela abertura de negociações democráticas para o regramento do pagamento das PLRs futuras. No Rio Grande do Norte, são realizadas manifestações em Natal, Guamaré, Alto do Rodrigues e Mossoró, com atrasos de até quatro horas de duração, no embarque e na entrada do expediente. Durante as mobilizações, trabalhadores e trabalhadoras também discutem a gestão da Petrobrás, consequências da política de desinvestimento, política de redução de custos (Procop), práticas de assédio moral e qualidade de vida no trabalho. Em várias assembleias são aprovadas reivindicações e caráter local.

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