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Participação nos Lucros

Canto do Amaro ratifica paralisação e conclama categoria à luta

Trabalhadores também criticam gestão Graça Foster e o retorno de concepções neoliberais, além de ataques aos direitos

24 de janeiro de 2013 às 11:41

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Foto: Arquivo

Reunidos em assembleia promovida pelo SINDIPETRO-RN, na última terça-feira, 22, petroleiras e petroleiros lotados no campo de Canto do Amaro, em Mossoró, fizeram uma avaliação positiva das mobilizações realizadas na atual Campanha da PLR, ratificaram a disposição de paralisação das atividades no próximo dia 28 de janeiro e criticaram duramente a gestão da atual presidente da Petrobrás, Graça Foster. A categoria reivindica valores justos para a PLR 2012 e instalação de um processo democrático de negociação visando o regramento do pagamento das PLRs futuras.

No início de dezembro, sem qualquer discussão prévia com os trabalhadores, a Companhia ofereceu um piso de R$ 3.149,34 ou 0,26 de uma remuneração, a título de antecipação de parte da PLR 2012. A quantia representa uma redução de mais de 50% em relação àquela paga no ano passado e foi rejeitada massivamente. A categoria deseja discutir o montante a ser provisionado e pleiteia valor máximo, ou seja, 25% do que for destinado aos acionistas. Mas apesar dos protestos realizados nas últimas semanas, a Petrobrás não voltou a se manifestar.

Retorno – Na avaliação dos trabalhadores, o menosprezo com que a direção da Petrobrás vem tratando as reivindicações da categoria não constitui fato isolado. Para eles, os ataques cada vez mais constantes aos direitos, acompanhados do recrudescimento do assédio moral e da política de retração de investimentos, refletem o retorno de concepções neoliberais aos escalões dirigentes da Companhia. Por isso, a opinião predominante é a de que a Campanha da PLR, em curso, não será uma batalha fácil. Esta luta – afirmam os trabalhadores, exigirá da categoria unidade e firmeza.

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