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Insegurança e Revolta

Caos toma conta da Assistência à Saúde

Trabalhadores pagam contribuição elevada e ainda desembolsam valores em razão da precariedade dos serviços

29 de março de 2011 às 23:20

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Foto: Arquivo

Crítica! Esta é a situação da prestação de serviços oferecida pela Assistência Multidisciplinar de Saúde – AMS aos trabalhadores da Petrobrás, dependentes, aposentados e pensionistas. O desrespeito e a humilhação já chagaram ao limite, provocando insegurança e manifestações de revolta, e, por isso, a diretoria do SINDIPETRO/RN considera que é chegada a hora de lutarmos em um novo patamar.

A partir desta semana, o Sindicato realizará uma rodada de assembléias, em todas as bases do Estado, para decidirmos sobre as estratégias de luta que serão empregadas a fim de revertermos essa situação. A contribuição paga, todos os meses, é elevada, mas os trabalhadores ainda são obrigados a desembolsar mais recursos, para custear procedimentos não cobertos pela AMS.

Entre outras reclamações, o Sindicato tem recebido queixas de atendimento burocratizado e ineficaz; fornecimento de informações equivocadas ou imprecisas; demora excessiva na aprovação das autorizações de procedimentos; longas filas de espera, principalmente para a realização de cirurgias; falta crescente de profissionais credenciados, em diferentes especialidades; e de atrasos ou mesmo de negação na liberação de procedimentos que utilizem tecnologias mais avançadas.

Autonomia – Para buscar melhorias, o Sindicato até tentou estabelecer canais de diálogo e negociação com a AMS, o que resultou na formação de uma comissão de trabalho de âmbito estadual. Essa comissão deveria apreciar os problemas e formular alternativas de solução, e chegou a se reunir em duas ocasiões.

No entanto, a inexistência de autonomia das representações locais da AMS, agravada pela centralização de atribuições e responsabilidades no Compartilhado, transformou essas unidades em meras repassadoras de relatórios de tele-marketing, que nada decidem, inviabilizando o funcionamento da comissão.

Mobilização – Diante da situação, a diretoria do SINDIPETRO/RN considera que é necessário aumentar o poder de pressão e, em reunião realizada 21 de março, decidiu pela realização de uma rodada de assembléias, em todas as bases do Estado. Em pauta, a definição de formas de luta destinadas a fazer com que a Petrobrás compreenda que os recursos investidos em Assistência à Saúde são investimentos, e não custos.

Ação direta – Outra proposta aprovada em reunião de diretoria é a de que os usuários do Programa AMS procurem a Assistência Jurídica do Sindicato sempre que a resposta da instituição a uma solicitação de serviços ultrapasse o prazo de 24h. Para o Sindicato, a questão deverá ser tratada na Justiça!

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