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Centrais Sindicais emitem nota em apoio à greve dos petroleiros e em defesa da Petrobrás

29 de maio de 2018 às 14:19

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Foto: Arquivo

Seis centrais sindicais brasileiras emitiram nota conjunta, nesta terça-feira, 29, em apoio à greve da categoria petroleira. O movimento será deflagrado à zero hora desta quarta-feira, 30, com duração inicial prevista de 72 horas.

Os petroleiros lutam pela redução dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha; pela retomada da produção interna de combustíveis; pelo fim das importações da gasolina e de outros derivados de petróleo; e contra as privatizações e o desmonte do Sistema Petrobrás.

Em um dos seus principais trechos da nota, as centrais afirmam que “as reivindicações dos petroleiros são justas e apontam para a necessidade de protegermos a Petrobras da especulação financeira e da venda para multinacionais".

Veja, a seguir, o conteúdo da nota na íntegra.

Apoio aos petroleiros, fortalecimento da democracia e do movimento sindical


As Centrais Sindicais (CTB, CSB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT) vêm a público manifestar todo seu apoio e solidariedade à greve dos trabalhadores petroleiros, prevista para durar 72 horas a partir de amanhã.

Entendemos que as reivindicações dos petroleiros são justas e apontam para a necessidade de protegermos a Petrobras da especulação financeira e da venda para multinacionais.

A Petrobras é uma das mais importantes empresas dos brasileiros, com um incomensurável papel na economia do país, considerando-se tanto na área de investimentos como no processo de valor dos combustíveis. É importante proteger e desenvolver o papel estratégico das empresas públicas (Petrobras, sistema Eletrobras e bancos públicos, entre outros) para a promoção dos desenvolvimentos econômico e social.

Ressaltamos que o governo federal demonstrou durante a greve dos caminhoneiros inabilidade política, insensibilidade social e incapacidade de realizar uma negociação adequada, como o momento exigia.

O impasse da greve dos caminhoneiros e a sua duração são claros resultados da política de desmonte do movimento sindical, implantada e incentivada pelo governo federal. Reflexo da nefasta reforma trabalhista, o desmonte sindical levou ao impasse e à perda de credibilidade na negociação, visto que o governo buscou, de forma atrapalhada, uma negociação fragmentada.

Ao fomentar a negociação individual e fragmentada – cada estrada tinha uma liderança –, o governo sofreu os danos de não encontrar, no outro lado da mesa de negociação, entidades fortes, representativas e com lideranças centralizadas para negociar as verdadeiras demandas da categoria.

A história tem revelado a importância de entidades sindicais fortes e representativas como fator de equilíbrio e bom senso nas negociações em todas as partes do mundo.

Diante do sensível momento que o país vivencia, as Centrais Sindicais, visando o diálogo construtivo, irão apresentar, no próximo dia 6 de junho, às 10 horas, no Sindicato dos Químicos de São Paulo (Rua Tamandaré, 348) uma Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora, com uma pauta voltada para os interesses da sociedade, que será debatida durante o processo eleitoral, onde as mudanças de rumo se darão por meio de eleições democráticas.

As Centrais Sindicais, legítimas representantes dos trabalhadores, têm propostas que visam um país com crescimento da economia, dos empregos e de renda para todos, além do fortalecimento das entidades sindicais visando negociações equilibradas, o fortalecimento e a ampliação de políticas sociais, em prol da eliminação da desigualdade social e da renda.

Adilson Araújo – Presidente da CTB

Antonio Neto – Presidente da CSB

Vagner Freitas – Presidente da CUT

Paulo Pereira da Silva – Paulinho da Força, Presidente da Força Sindical

José Calixto Ramos – Presidente da Nova Central

Ricardo Patah – Presidente da UGT

 

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