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Chile: Cresce adesão à paralisação nacional de trabalhadores

23 de agosto de 2011 às 11:18

A apenas 48 horas da paralisação nacional dos trabalhadores chilenos, a adesão de novos grupos estudantis, ambientalistas, trabalhistas e humanitários só aumenta. O presidente da Central Unitária dos Trabalhadores (CUT), Arturo Martínez, diz que já há mais de 80 organizações sociais apoiando o ato, além de um amplo grupo de partidos de oposição.


Convocada pela CUT em 01 de maio, a greve dos dias 24 e 25 de agosto exigirá, entre outras demandas, a queda da Constituição que rege o país e que foi imposta pelo regime militar de Augusto Pinochet (1973-1990).

Os manifestantes, que acirram o protesto social no Chile, também pedirão uma reforma nacional tributária que minimize a desigualdade e restabeleça o plebiscito como método para resolver os grandes problemas do país, em atendimento à vontade popular.

Acesso à Educação

A exigência de uma educação pública e gratuita que conte com o apoio do Estado é outra reivindicação da greve, que já conta com a participação das federações estudantis e do sindicato dos professores.

"As paralisações apresentarão demandas de todos os setores sociais e terão como prioridades a exigência da criação de um novo modelo econômico, uma nova Constituição Política e um novo Código do Trabalho", destacou o presidente da CUT.

Insatisfação crescente

Para Martínez, o movimento de greve nacional dá início a um processo de reunificação social no País e expressa o profundo descontentamento da população com o atual governo.

Já na terça (23) à noite, o movimento dará a sua arrancada com um "panelaço pela igualdade social". No dia seguinte (24), terão início as paralisações de todas as atividades trabalhistas, inclusive transporte coletivo e comércio.

Simultaneamente, ocorrerão assembléias e fóruns de debates em centros comunitários e de trabalho.

Mobilização fortalecida

No dia 25 (quinta), a greve prosseguirá com concentrações nas principais avenidas, parques e praças públicas de todas as cidades do país, informaram os dirigentes da CUT.

Na opinião do jornal chileno No Século, a previsão é de que as grandes mobilizações e confrontos se tornem cada vez mais constantes e intensos.

Redação Vermelho com informações da Prensa Latina

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