Pular para o menu
1316530803

Cibercrime gera custo anual de R$ 104,8 bi no Brasil, diz Symantec

20 de setembro de 2011 às 12:00

Um estudo realizado pela Symantec, companhia americana de software de segurança, aponta que o cibercrime gera um custo anual de R$ 104,8 bilhões (US$ 63,3 bilhões) no Brasil, ante uma cifra global de US$ 388 bilhões. Do montante estimado no país, R$ 79,5 bilhões referem-se ao tempo gasto pelas vítimas com os crimes cometidos pela internet e R$ 25,3 bilhões estão relacionados ao custo direto em dinheiro para solucionar problemas dessa natureza.

O estudo revela a discrepância entre a intensidade do uso da internet no Brasil e a adoção de sistemas de proteção nesse ambiente. Enquanto a média de navegação semanal no mundo é de 24 horas, o índice dos internautas brasileiros é de 30 horas, sendo que 32% deles disseram não conseguir viver sem internet, contra uma média mundial de 24%.

“Ao mesmo tempo, 69% dos internautas brasileiros disseram não ter um software de segurança instalado em seus computadores. O número global é de 41%”, diz Adam Palmer, consultor de cibersegurança Norton da Symantec, em entrevista ao Valor. Nesse contexto, ele destaca a forte penetração das redes sociais e a expansão dos dispositivos móveis no país como alguns dos principais pontos de vulnerabilidade.

Sob esse cenário preocupante, 74% dos entrevistados brasileiros afirmaram terem sido vítimas de ataques dos cibercriminosos nos últimos doze meses, sendo que 9% dos participantes foram alvo de crimes por meio de dispositivos móveis, número bem próximo do índice global de 10%. Já o tempo médio gasto para solucionar os problemas causados pelos ataques do cibercrime foi de 11 dias no país. 

“São cerca de 3 mil vítimas por hora no Brasil e aproximadamente 77 mil internautas são alvo desses ataques por dia no país”, observa Palmer.

Entre as principais ameaças identificadas no país, os vírus e programas mal-intencionados lideram com 68%, seguidos pela invasão de perfis nas redes sociais (19%) e os ataques de phishing (11%), ameaças por meio das quais os cibercriminosos obtém, sob falsos pretextos, dados pessoais dos usuários pela internet.

O consultor alerta que grande parte dos internautas no Brasil ainda não tem consciência do potencial dessas ameaças, mesmo diante do crescimento dos ataques e do avanço do cibercrime. “As pessoas ainda acham muito mais provável serem vítimas de crimes off-line”, afirma Palmer.

Dados da pesquisa apontam, no entanto, que o alcance dos crimes realizados por meio da internet é muito maior do que se imagina. Entre os participantes brasileiros, 59% disseram terem sido vítimas de ataques on-line nos últimos doze meses, enquanto 19% foram vítimas de crimes no mundo físico. “A tecnologia é muito importante e traz facilidades, mas é preciso conscientizar e educar os usuários de que ela também traz enormes riscos”, destaca Palmer.

Valor Econômico

Compartilhar: