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Começou na Nicarágua o Encontro Sindical Nossa América

26 de agosto de 2011 às 11:32

Sindicalistas da América Latina discutem nesta sexta-feira (26) na Nicarágua os caminhos para uma maior inserção nas lutas sociais, mediante vínculos com outros setores e governos que impulsionam as mudanças progressistas na região.

Três mesas temáticas abrem os debates que se estenderão até o sábado, com a participação de mais de 130 organizações de 23 países, precisou o uruguaio Juan Castillo, coordenador do foro.

Na opinião do secretário-geral da Central de Trabalhadores de Cuba, Salvador Valdés Mesa, neste intercâmbio "nos cabe fazer um balanço equilibrado do que foi feito até aqui, mas sobretudo visualizar o caminho que temos adiante e em conseqüência nos projetarmos".

Na quinta-feira (25) teve lugar a abertura deste 4º Encontro Sindical Nossa América, uma iniciativa surgida há quatro anos no Equador como espaço de unidade e coordenação.

A solidariedade com os antiterroristas cubanos presos nos Estados Unidos marcou a jornada inicial: mais de três mil pessoas se uniram aos delegados ao evento para exigir a libertação dos Cinco.

Destacadas personalidades como o comandante da Revolução Tomás Borge e o padre Miguel D’ Escoto chamaram a redobrar a batalha pela libertação de Renê Gonzalez, Gerardo Hernandez, Antonio Guerrero, Ramon Labañino e Fernando González.

Borges propôs recolher milhões de assinaturas latino-americanas em um documento único para que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se veja obrigado a escutar o clamor universal de liberdade.

O padre D’ Escoto, ex-presidente da Assembleia Geral da ONU, pediu mais afinco nas demandas "até conseguir que o custo político para os Estados Unidos seja cada vez maios se não os puserem em liberdade".

O caso dos Cinco, estimou, é o mais emblemático para demonstrar o cinismo e a hipocrisia do império em tudo o que se refere a terrorismo.

Convidada pela Frente Nacional dos Trabalhadores (FNT) da Nicarágua, a mãe de Renê Gonzalez, Irma Sehwerert, agradeceu a crescente solidariedade internacional e recordou o caráter político do encarceramento.

Pensem, disse, que em cinco celas dos Estados Unidos não há cinco homens presos, trata-se da tentativa de prender Cuba presa, eles seguem encarcerados porque não se deixaram comprar, se o tivessem feito já estariam em suas casas há anos.

Fonte: Prensa Latina