Pular para o menu
1339778969
PLR / PETROS

Conselho da FUP aprova mobilizações e discute Plano Petros

Proposta de quitação da PLR 2011 apresentada pela Petrobrás, no último dia 6 de junho, foi rejeitada pelos sindicatos

15 de junho de 2012 às 13:49

destaque

Foto: Arquivo

A proposta de quitação da PLR 2011 apresentada pela Petrobrás, no último dia 6 de junho, foi rejeitada pelo Conselho Deliberativo da FUP. A decisão foi tomada em reunião realizada nesta quinta-feira, 14 de junho, no Rio de Janeiro, na qual participaram representantes de 11 sindicatos filiados, além da assessoria técnica do Dieese. A proposta da Companhia representa uma redução de 15,73% em relação à PLR 2010, enquanto que os dividendos pagos aos acionistas foram elevados em 2,33%.

Para forçar a apresentação de uma nova contraproposta de quitação e a reabertura de negociações com vistas ao regramento do pagamento das PLRs futuras, o Conselho Deliberativo decidiu, ainda, mobilizar a categoria petroleira em torno de um calendário unificado. A discussão desse ponto tomou como base pleito encaminhado pelo Sindipetro-RN, e que foi encampado pela CTB, mas não chegou a estipular uma data-limite para apresentação da contraproposta.

Após os debates, aprovou-se o seguinte cronograma de lutas: 15 a 24 de junho, assembleias e mobilizações com atrasos, manifestações e paralisações em todas as unidades: rejeição da proposta de quitação da PLR 2011 e da proposta de regramento apresentadas pla Petrobrás; 25 de junho, referência para reunião de negociação com a Petrobrás; 3 de julho, nova reunião do Conselho Deliberativo (com ou sem proposta da Companhia) para discutir novos encaminhamentos.

PETROS – Além das questões relacionadas à campanha da PLR, o CD da FUP discutiu proposição da Petrobrás no sentido de substituir as garantias previstas no Acordo de Obrigações Recíprocas (AOR), caso a Empresa deixe de cumprir os compromissos assumidos com a Federação e os sindicatos signatários do acordo. A proposta da Petrobrás é trocar os títulos da dívida pública (que estão acordados no AOR) por estoques de petróleo e gás.

Durante os debates foi observado que existem pelo menos 27 mil ações na Justiça contra o Plano Petros, o que põe em risco o fundo de pensão. Também foi ressaltado que a Petrobrás pode fazer a troca de garantias sem a anuência da categoria, bastando, para isso, comprovar na Justiça que não haverá prejuízo para os participantes.

Como deliberação, o Conselho aprovou a realização de seminários para os dirigentes sindicais e para o conjunto da categoria petroleira, a fim de permitir o esclarecimento de dúvidas e a formação de opiniões mais consistentes.

 

Sindicatos participantes da reunião: Amazonas; Ceará/Piauí; Bahia; Duque de Caxias; Espírito Santo; Minas Gerais; Norte Fluminense; Paraná/Santa Catarina; Rio Grande do Norte; Rio Grande do Sul; Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo.

Compartilhar: