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Conselho da Petrobras não aprova novo plano de negócios

20 de junho de 2011 às 11:57

O conselho de administração da Petrobras decidiu não aprovar, pela segunda vez, proposta da diretoria da estatal para o plano de investimentos do período de 2011 a 2015, pedindo mais estudos sobre o pacote, confirmou a Petrobras em comunicado.

A proposta apresentada nesta sexta-feira foi uma revisão do plano original mostrado ao conselho em 13 de maio, que havia sido rejeitado.

Fontes dentro da petroleira haviam informado à Reuters durante a semana que a nova proposta do plano de investimentos iria priorizar projetos com potencial para elevada geração de caixa, como forma de garantir recursos para as operações.

O novo plano seguiria o desejo de muitos acionistas de não elevar investimentos em refinarias, focando mais os recursos na exploração e desenvolvimento das novas descobertas.

"Deve levar mais de uma semana para ajustar tudo", disse uma fonte sobre as novas alterações propostas, sem dar detalhes. O novo plano teria quase 700 projetos.

Na primeira vez que rejeitou o plano, o conselho pediu para que a diretoria cortasse o volume de investimentos, que se aproximava dos US$ 250 bilhões, para algo próximo aos US$ 224 bilhões projetados no plano anterior, compreendendo o período de 2010 a 2014.

Para o analista Lucas Brendler, da Geração Futuro, a notícia seria de certa forma positiva para a Petrobras porque mostra que está havendo cautela por parte dos dirigentes da companhia.

"Provavelmente não se adequou ao que eles (conselho) querem mostrar ao mercado, mas é positivo para a empresa, porque mostra que estão tendo cautela, afinal, é muito dinheiro envolvido", disse.

Já o analista Erick Scott, da SLW Corretora, considerou negativo mais um adiamento, principalmente levando em conta que o primeiro semestre do ano está no fim. "Foi uma surpresa para o mercado (adiar). É ruim na minha opinião, já estamos no dia 17 de junho", ressaltou.

"E mostra mais uma vez a interferência do governo na empresa. Eles não explicam porque rejeitaram. Podem ter pedido para o plano ficar mais agressivo (de novo), quem sabe?", completou.

Outro analista destacou que o episódio demonstra também desencontro entre os interesses da empresa e do governo.

As ações da Petrobras vêm perdendo valor desde o anúncio da mega capitalização da companhia, em setembro do ano passado, quando o governo aumentou a sua presença no capital da empresa. No ano, os papéis já acumulam perda em torno dos 12%.

Depois da divulgação da notícia os papéis oscilaram por um tempo e fecharam em queda de 0,2% na Bovespa, enquanto o índice principal da bolsa registrou pequena alta de 0,29%.

Na mesma reunião, o conselho aprovou a recondução da diretoria da BR Distribuidora pelo período de três anos.

Fonte: Portal Terra

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