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Conselho de Segurança e investimentos são pauta de Dilma na China

28 de março de 2011 às 15:49

Na sua primeira visita à China, a presidenta Dilma Rousseff vai tratar de temas políticos, sociais, econômicos e comerciais. De 11 a 15 de abril, Dilma passará por pelo menos três cidades chinesas. Nas conversas, ela cobrará o apoio para as reformas do Conselho de Segurança das Nações Unidas e do Fundo Monetário Internacional (FMI), assim como a diversificação dos investimentos no Brasil.

Dilma tem reuniões com o presidente chinês, Hu Jintao, e o primeiro-ministro, Wen jiabao, e várias autoridades. O objetivo é intensificar as relações políticas e econômicas que se consolidaram como a mais fértil parceria do Brasil. A expectativa, segundo assessores que preparam a visita, é que os chineses sinalizem em favor do Brasil em vários campos no cenário internacional.

Depois da posição favorável do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, à reforma do Conselho de Segurança, Dilma pretende abordar o assunto com Hu Jintao e Oishan. Criado em 1945, o conselho é formado por cinco países que ocupam assentos permanentes e dez que assumem as cadeiras de forma rotativa - por dois anos.

Pela atual estrutura ocupam vagas permanentes no conselho Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido. São integrantes provisórios Brasil, Turquia, Bósnia Herzegovina, Gabão, Nigéria, Áustria, Japão, México, Líbano e Uganda. Há uma série de propostas para a reforma do conselho. O governo brasileiro é favorável a aumentar de 15 para 25 vagas no órgão, sendo seis permanentes.

De forma semelhante, o Brasil e a China defendem mais espaço para os emergentes no FMI. Em dezembro de 2010, a União Europeia se comprometeu a ceder nove lugares para os emergentes. No total, são 24 assentos.

Confirmando a importância da viagem, Dilma deverá estar acompanhada por seis ministros e 300 empresários brasileiros de diversos setores. A presidenta encerrará o Fórum Empresarial Brasil-China na presença de cerca de 600 pessoas. Para os empresários brasileiros, o mercado chinês é fundamental, mas eles também cobram limites para as importações oriundas da China.

Segundo os empresários brasileiros, os baixos preços dos produtos chineses impedem a competição dos produtos nacionais. Paralelamente, os empresários brasileiros reivindicam mais espaço para ingressar no mercado da China principalmente na área de manufaturados de alto valor agregado, como as aeronaves e produtos de tecnologia avançada.

Para a equipe de Dilma, há espaço ainda para negociar acordos nas áreas de investimentos em energia, mineração e agricultura, além de ciência, tecnologia e inovação, assim como parcerias na área social. Alguns textos estão em fase de elaboração como os que envolvem parcerias na cooperação de defesa, nanotecnologia, recursos hídricos, ampliação na concessão de bolsas de estudo e turismo.

Líbia e Bric

A crise na Líbia agravada pelos ataques aéreos da coalizão ocidental também será tema de reunião. Na mesma ocasião, na cidade de Sanya, na Ilha de Hainã, na China, a África do Sul será formalmente incorporado ao bloco econômico que reúne Brasil, Rússia, Índia e China – o Bric.

Dilma e os presidentes da China, Hu Jintao, da Rússia, Dmitri Medvedev, da África do Sul, Jacob Zuma, e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, pretendem sinalizar para a comunidade internacional quais são as metas para 2011 e as preocupações do grupo. Na lista de preocupações está a Líbia, assim como o Brasil, a China e a Índia são contrários à ação militar internacional na região.

Com um total de população que representa 40% do mundo, China, Índia, Brasil e Rússia, em conjunto, apelam para a definição de uma ordem mundial que não se concentre apenas nas regiões consideradas desenvolvidas, mas amplie esta visão.

No bloco, o Brasil ocupa a função de país exportador agropecuário com base na produção de soja e de carne bovina, além de cana-de-açúcar, combustíveis renováveis e ambientalmente sustentáveis - como o álcool e o biodiesel. A Rússia é o fornecedor de matérias-primas, como hidrocarbonetos. Mas também é o responsável pela exportação de mão de obra qualificada e de tecnologia, além de potência militar.

A Índia além de potência militar, também desempenha o papel de investidora em tecnologia e qualificação de mão de obra em serviços especializados. Pelas estimativas de especialistas, a China deve ser, em 2050, a maior economia mundial.

Fonte: Portal Vermelho

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