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PRÉ-SAL

Consequências da concentração de recursos serão levadas à presidenta

Redução de investimentos da Petrobrás em Estados do Nordeste, Norte e no ES afeta economias locais

28 de setembro de 2013 às 20:33

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Foto: Deivson Mendes

Levar à presidenta Dilma Rousseff os encaminhamentos aprovados no Seminário em Defesa dos Investimentos da Petrobrás no Norte, Nordeste e Norte Capixaba. Esta foi uma das propostas apresentadas pelo coordenador-geral do SINDIPETRO-RN, José Araújo, durante intervenção em que relatou os impactos econômicos e sociais da retração de investimentos da Companhia nas atividades de exploração e produção no Rio Grande do Norte. Promovido pela FUP e sindicatos filiados, o Seminário foi realizado na última sexta-feira, 27, em Fortaleza (CE).

Em sua apresentação, José Araújo destacou que pretende aproveitar a visita da presidenta Dilma Rousseff ao RN, no próximo dia 2 de outubro. Segundo o coordenador, o objetivo é fazer chegar até a primeira mandatária da Nação a discordância do movimento sindical petroleiro com relação à política da Petrobrás de forte concentração de recursos em áreas do Pré-sal, em detrimento da atividade realizada em Estados em que a cadeia produtiva do petróleo tem grande importância econômica. No RN, frisou o coordenador, a cadeia produtiva do “ouro negro” representa quase metade do PIB industrial.

 

Instrumentos – De acordo com José Araújo, além da decisão política de reduzir investimentos no RN, fato evidenciado pelo PNG 2013-2017, a Petrobrás tem utilizado outros instrumentos para subtrair ainda mais recursos do Estado: o Programa de Otimização de Custos Operacionais – Procop, e o Programa de Aumento da Eficiência Operacional da Bacia de Campos – Proef. O primeiro é caracterizado pela ampliação da terceirização; redução dos valores de contratos de prestação de serviços; desrespeito aos regimes de trabalho; e intensificação do assédio moral. O segundo, objetiva estimular trabalhadores a migrarem para a Bacia de Campos.

Segundo o secretário-geral do SINDIPETRO-RN, Márcio Dias, apesar de a Petrobrás negar a concentração de recursos, a realidade aponta para outra direção. Municiado de dados referentes aos últimos quatro anos, Márcio revelou que, no período, mais de quinze empresas privadas deixaram o Estado, e outras tantas tiveram atividades drasticamente reduzidas. “A conta, segundo Márcio, totaliza 6.555 demissões apenas na área petrolífera, além das consequências nos demais setores da economia”.

No entendimento do SINDIPETRO-RN, é preciso tomar providências imediatas para alterar a diretriz que a Empresa vem adotando nos últimos anos. O corte de custos a qualquer custo, a fim de canalizar recursos para a exploração do Pré-sal, despreza o papel da Companhia enquanto instrumento estatal de combate às desigualdades regionais. Para reverter a situação, o melhor caminho é a união dos sindicatos das regiões prejudicadas, como sinalizou o Seminário. Ao mesmo tempo, a sociedade precisa ser conscientizada sobre esta realidade e envolvida na luta. 

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