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Consulta encerrada: contraproposta da Petrobrás é rechaçada por petroleiros do RN

31 de outubro de 2016 às 15:38

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Foto: Gilson Sá

Sem nenhum voto favorável à aceitação e com o registro de apenas uma abstenção, a segunda contraproposta de Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 2015-17 apresentada pela Petrobrás foi amplamente repudiada no RN.

As 14 sessões deliberativas que avaliaram a proposição foram concluídas na manhã desta segunda-feira, 31, em Natal, depois de percorrerem todas as principais bases da Companhia no Estado, reunindo centenas de trabalhadores e trabalhadoras.

A Petrobrás quer reajuste salarial abaixo da inflação, congelamento da gratificação de campo terrestre e mudança no auxílio refeição. Além disso, insiste em propor a alteração de cláusulas cuja negociação não está prevista, visando redução da remuneração referente ao pagamento de horas extras e diminuição da jornada de trabalho com redução de salários.

Jornada de lutas – Além de recusar a contraproposta da Petrobrás, os petroleiros e petroleiras norte-rio-grandenses aprovaram um calendário de mobilizações para o período de 1º a 10/11. A agenda prevê a realização de atrasos, vigílias, bloqueios e paralisações, culminando com a participação da categoria no Dia Nacional de Luta, programado para 11 de novembro.

Organizado pelas principais centrais sindicais e por diversos movimentos sociais, o 11/11 – uma sexta-feira, promete ser um grande desaguadouro da crescente insatisfação popular com o governo golpista comandado por Michel Temer. Entre a juventude, as principais bandeiras repudiam a PEC 241, a MP do Ensino Médio e o PL da Escola Sem Partido (Lei da Mordaça).

Já, para a classe trabalhadora, o protesto visa medidas relacionadas às reformas trabalhista (acordado sobre legislado e terceirização irrestrita) e da Previdência (idade mínima para aposentadoria); aos PL 257 e 432 (congelamento de salários de servidores e flexibilização do combate ao trabalho escravo); e à retirada da Petrobrás da condição de operadora única do Pré-sal.

Repúdio – Outro ponto discutido em várias sessões deliberativas foi o tratamento a ser dado a supervisores e gerentes que, de forma bajuladora e subserviente, tencionam formar equipes de contingência para enfraquecer e esvaziar o movimento de resistência ao desmonte da empresa e uma eventual greve da categoria petroleira.

Na opinião dos trabalhadores, decisões que contrariem o espírito coletivo nesse grave momento da história da Companhia não serão toleradas. Tratadas como desrespeito às deliberações democráticas tomadas pela maioria, além de flagrante demonstração de descompromisso com os interesses comuns, merecerão amplo e permanente repúdio de todos.

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