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Contra a discriminação e a opressão, mulheres saem às ruas, nesta sexta-feira, 8 de março

07 de março de 2019 às 17:11

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Foto: Arquivo

Honrando as tradições da data, o 8 de março – Dia Internacional da Mulher – será celebrado em diversas cidades brasileiras como um momento de reafirmação da importância da luta contra a discriminação e a opressão. Um dia em que será renovada a disposição de combate pela igualdade de direitos, mas, também, de resistência a todas as formas de violência e exploração.

No Rio Grande do Norte, onde serão realizadas manifestações em pelo menos duas cidades (Natal e Mossoró), as bandeiras de luta foram unificadas em torno do tema: “Mulheres contra Bolsonaro! Vivas por Marielle, em defesa da Previdência e da Democracia”.

Em Natal, o ato acontece a partir das 15 horas, em frente à sede do INSS, na rua Apodi, no bairro do Tirol. Já, em Mossoró, a manifestação que também será realizada em frente ao prédio do INSS, na rua Aldemir Fernandes, no bairro do Aeroporto, acontece a partir das 8 horas.

Origens

Designado como data para a luta em prol dos direitos das mulheres, o Dia Internacional da Mulher teve origem na II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, realizada em 1910, na cidade de Copenhague, na Dinamarca. Na ocasião, foram reafirmadas as resoluções da 1ª Conferência, realizada em Stuttgart, na Alemanha, em 1903: igualdade de oportunidades para as mulheres no trabalho, na vida social e política; salário igual para trabalho igual; ajuda social para operárias e crianças; e intensificação da luta pelo voto feminino.

A resolução foi acompanhada da proposta de realização de um Dia Oficial, ainda sem uma data específica, que fosse uma jornada de lutas, um momento para que as mulheres de todo o mundo pudessem se manifestar em defesa de suas reivindicações. A proposta foi apresentada pela professora, jornalista e militante socialista Clara Zetkin.

No ano seguinte, em 1911, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no mês de maio por mulheres dinamarquesas, suíças, suecas e alemãs, que saíram às ruas aos milhares. Em 1913, na Rússia, em meio ao regime czarista, foi realizada a I Jornada Internacional das Trabalhadoras a favor do voto feminino, mas a manifestação foi duramente reprimida.

Nos anos seguintes, as manifestações prosseguiram, mas foi só em 1917 que o 8 de março começou a se firmar. Naquela data, mulheres de São Petersburgo, na Rússia, entraram em greve exigindo pão, simbolizando condições dignas de vida; paz, que expressava o desejo de retirada das tropas russas da I Guerra; e liberdade, com o fim do regime czarista e a instalação da República. 

A greve se alastra, transforma-se em insurreição popular e acaba derrubando o império czarista. O governo provisório, instalado com a queda do Czar Nicolau II, garante às mulheres, a partir de então, o direito de votar.

Três anos depois, a feminista e revolucionária, Alexandra Kollontai, uma das maiores responsáveis pela institucionalização da data, escreve: o Dia Internacional da Mulher é um dia de militância que ajuda a aumentar a consciência e a organização das mulheres trabalhadoras.

Em, 1975, no Ano Internacional da Mulher, a ONU oficializa o 8 de março como Dia Internacional da Mulher. Hoje, o 8 de março está firmado em todo o mundo como um marco da luta contra a opressão feminina.

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