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Correios podem entrar em greve no dia 14 caso direção da ECT não se manifeste sobre o novo Acordo Coletivo

13 de setembro de 2011 às 11:35

A direção do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Rio Grande do Norte-SINTECT/RN está comunicando à população potiguar que a categoria poderá entrar em greve, por tempo indeterminado, à partir da 0h do dia 14 de setembro. O movimento, que tem abrangência nacional, será deflagrado no caso de a direção da ECT não enviar qualquer contraproposta à Pauta de Reivindicações para o novo Acordo Coletivo de Trabalho. Os trabalhadores aguardam até às 18h de hoje (13/09), quando realizam uma  Assembléia Geral, no auditório do IFRN (Campus Cidade Alta – Natal).

Os mais de 100 mil trabalhadores da ECT em todo o País, sendo aproximadamente 1.400 no RN, exigem que a Empresa apresente uma proposta com ganhos econômicos reais, além de avanços na melhoria das condições de trabalho e de saúde. A direção da ECT, no entanto, afirma que não avança em suas propostas, devido à orientação do Governo Federal, que tem por objetivo reguardar o País diante de um eventual alastramento da crise.

“Entendemos a preocupação do Governo Federal, que busca formas de evitar que a crise que se alastra pela Europa e Estados Unidos venha a atingir o Brasil, mas não concordamos que sejam os trabalhadores, que tenham que pagar esta conta”, opina Moacir Soares, presidente do SINTECT-RN. O sindicalista explica que “a receita e os lucros da ECT cresceram extraordinariamente, inclusive no primeiro semestre deste ano, atingindo um superávit operacional de mais de meio bilhão de reais”, mas que os trabalhadores “têm os piores salários entre as estatais, com um piso de cerca de oitocentos reais, enfrentando sobrecarga de serviço, devido à não ocorrência de concurso público por mais de dois anos, e péssimas condições de trabalho, que transformaram a Empresa em recordista de doentes profissionais”.

Assim, justifica Moacir Soares, “não restará outra alternativa aos trabalhadores a não ser a utilização do recurso da greve, que ocorrerá inevitavelmente caso a direção da ECT não apresente uma contraproposta razoável de Acordo Coletivo de Trabalho”.

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