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Crise do petróleo obriga prestadoras de serviços a encerrarem suas atividades

03 de abril de 2013 às 10:33

Por Monalisa Cardoso em 23/03/2013 às 22:41

De novembro para cá, quatro empresas prestadoras de serviço da Petrobras encerraram suas atividades em Mossoró. De acordo com o Sindicato dos Petroleiros (SINDIPETRO), foram elas: Azevedo e Travassos, Tuscany, Perbras e Saipem. No Sindipetro o que vem se desenvolvendo em um ano, no período de janeiro de 2012 a janeiro de 2013, é um número de 1.130 demissões homologadas devido ao encerramento das atividades dessas empresas.

“Esse número deve ser maior, já que demissões de empregados com menos de um ano na empresa não passam pelo sindicato. Na nossa avaliação isso é o resultado da redução de investimentos da área. A Petrobras não tem buscado investir em novas descobertas em campos terrestres no Rio Grande do Norte”, afirmou Pedro Idalino, presidente do Sindipetro.

Só no primeiro bimestre deste ano, foram 158 rescisões produzidas pelo sindicato. Esses números são referentes apenas as rescisões realizadas com os trabalhadores com mais de um ano com carteira assinada na empresa. Outros sindicatos também têm notado o aumento no número demissões, entre eles: construção civil, metalúrgicos, rodoviários e o sindicato dos trabalhadores na limpeza.

O presidente do Sindicato dos Petroleiros em Mossoró afirmou ainda que a Petrobras não tem implementado outros projetos de novas tecnologias, inclusive no Canto do Amaro, que se desenvolve o chamado projeto de injeção de água, que extrai uma maior produção.

A diretoria do Sindipetro/RN acredita que o aumento no número de rescisões é referente a migração das empresas de extração e refinação de petróleo para outras cidades e também a não renovação contratual com a Petrobras, pela qual vem promovendo um desinvestimento na produção local. Causa que comina no aumento no número de desempregados na cidade e a não circulação monetária na economia local.

Pedro Idalino explicou que a empresa Skanska é a principal executora desse projeto e que por ela estar se encerrando há de vir mais demissões. “A Skanska não é representada pelo Sindipetro, mas acompanhamos a situação que deve representar mais um encerramento de atividades e mais demissões para a região. Também temos informações de que na Petrodesign e na Qualidados os funcionários já estão de aviso prévio”, acrescentou.

O presidente do Sindicato dos Petroleiros explicou que o mercado local não absolve essa mão de obra e que a falta de investimentos por parte da Petrobras no Rio Grande do Norte tem gerado esse desemprego. “Dentro do plano de desenvolvimento da Petrobras está apenas o pré-sal e não mais a extração de petróleo terrestre. Não temos nada contra, é uma riqueza estratégica para o País, mas também deve-se investir em outras áreas, e por que não na nossa área marítima? A situação nos traz essas indagações”, disse.

Segundo Pedro Idalino, recentemente foram abertas vagas de trabalho em 379 postos de trabalho para atuar na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. “A mão de obra daqui vai pra lá. E essa é só uma primeira leva de pessoas daqui. Quando se tira uma mão de obra e não se repõe, para nós se caracteriza o esvaziamento da atividade da empresa em Mossoró. Lembrando que não é caracterizado o prejuízo na atividade local por parte da Petrobras, mas que esta é apenas menos rentável que o pré-sal”, disse.

Gazeta do Oeste

 

 

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