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Campanha Reivindicatória

Delegados e observadores avaliam participação na III PLENAFUP

Com maioria de novos diretores, representação do Sindicato lutou em defesa da unidade do movimento

15 de agosto de 2012 às 12:49

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Foto: Graziella Sousa

“A pauta reivindicatória aprovada reflete os anseios da categoria, mas os encaminhamentos para a luta deixaram a desejar”. Foi assim que o coordenador geral do SINDIPETRO-RN, José Araújo, avaliou as deliberações tomadas na III Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros – PLENAFUP. O evento foi realizado em Porto Alegre, no período de 2 a 5 de agosto, e a representação do Sindicato contou com nove delegados e quatro observadores, sendo, a maioria, jovens diretores.

A Plenária teve dois objetivos: elaborar as reivindicações dos trabalhadores para a renovação das cláusulas econômicas do Acordo Coletivo e preparar os encaminhamentos da campanha. Durante a discussão dos encaminhamentos, o SINDIPETRO-RN foi voto vencido ao propor a construção de um calendário unificado de lutas e a realização de uma plenária única com todos os dezessete sindicatos de petroleiros existentes no País.

Estreante em evento sindical de abrangência nacional, o diretor de Políticas para a Juventude Petroleira do SINDIPETRO-RN, Thiago Rocha, descreveu sua participação na PLENAFUP como “uma ótima experiência”. Com relação à pauta de reivindicações, ele destacou como positiva a inclusão de novos pleitos, tais como tíquete alimentação para todos, auxilio almoço e penosidade. No entanto, quanto à organização da campanha, lamentou a não aprovação de um bom planejamento. Para Thiago, “deveríamos ter um calendário para traçar nossos passos, desde a entrega da pauta, passando pelas primeiras mobilizações, até o limite para uma greve nacional”. E relata: nós do SINDIPETRO-RN e demais sindicatos filiados à CTB defendemos um calendário e um planejamento, mas a democracia deu a vitória para outra estratégia.

Experiência – Quem também considerou a participação na Plenária como uma experiência importante foi o diretor do SINDIPETRO-RN e trabalhador da Transpetro Mossoró, Tito Lívio. “Não só por poder contribuir com a confecção da pauta de reivindicações, mas, também, para entender o movimento sindical de forma mais ampla”, afirmou. Esse entendimento, ainda segundo Tito, passa pela compreensão de que “não devemos enxergar a categoria petroleira como uma ilha e sim olhar para a sociedade como um todo”.

                   Tito Lívio

Impacto semelhante teve a Técnica de Geologia Daniele Ramos que trabalha na sede Natal, e que participou da Plenária na condição de observadora. “Como nunca fiz parte de movimentos, nem mesmo na escola – disse ela, não tinha ideia de como funcionavam”. “Mas a PLENAFUP serviu para eu perceber, que há uma coisa bem maior do que apenas "operários" reivindicando seus direitos”, testemunhou. Já, para Carlos Bullé, que também viajou como observador, a participação em um “evento onde se decide as melhorias e o rumo das lutas foi importante por permitir avaliar os discursos de cada sindicato, chegando a ver que tipo de luta cada entidade está disposta a defender”. Carlos afirma, ainda, que aprendeu muito e defende que mais petroleiros engajados passem por essa experiência

                  Carlos Bullé

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