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Bahia

Desmobilização de plataformas confirma retração de investimentos

Redução de atividades atingirá 663 trabalhadores, sendo 219 empregados próprios e 444 terceirizados

20 de agosto de 2013 às 12:40

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Foto: SINDIPETRO-BA

Em reuniões realizadas nos dias 15 e 16 de agosto, a Gerência Geral da Construção de Poços Marítimos confirmou à direção do Sindipetro Bahia, a decisão de desmobilizar as plataformas P1, P4, P5 e P14. Como as demais ficavam metade do ano sem atividade, a diretoria da Petrobrás informou que deverá manter em atividade apenas as plataformas mais novas (P-59 e P- 60), já que, em breve, também serão desmobilizadas a P-3 e a P- 6. A determinação confirma as denúncias que vêm sendo feitas pela direção do SINDIPETRO-RN de progressiva concentração recursos da Petrobrás nas áreas do Pré-sal e de abandono dos campos maduros.

Segundo informações divulgadas pelo SINDIPETRO-BA, a redução das atividades da CPM deverá afetar 663 trabalhadores, sendo 219 empregados próprios e 444 terceirizados. Dos trabalhadores Petrobrás, 133 serão transferidos para outras unidades e 86 devem permanecer nas plataformas até dezembro deste ano, em descomissionamento. Quanto aos contratados, a entidade informa que deverão ser alocados no Estaleiro de São Roque (Odebrecht) e posteriormente em empresas do Polo Petroquímico. Segundo o gerente Venâncio, já existem 186 vagas asseguradas em empresas que prestam serviços na Petrobrás.

Foi firmando entre o Sindicato e a Gerência Geral, o seguinte acordo:      

1) A Gestão apresentará o plano de transferências, explicando como isso funcionará e as vagas que serão destinadas, com a inscrição dos interessados. No entanto, nenhuma transferência será realizada até o encerramento do Acordo Coletivo de Trabalho 2013/2015, em negociação no Rio;

2) Acatado pelo gerente, este acordo tem como objetivo proporcionar tempo para que a desmobilização seja tratada em reunião com o diretor Formigli e até com a presidente da Companhia, Graça Foster;

3) Nenhum trabalhador deve aceitar qualquer transferência antes do prazo estabelecido.

A direção do Sindipetro Bahia externou seu repúdio a este processo de desmobilização que ocorre na Petrobrás, em especial na Bahia e nos demais estados do Nordeste.

 

(Da Redação, com informações do SINDIPETRO-BA)

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