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Dilma vai propor política de longo prazo para reajuste do mínimo

03 de fevereiro de 2011 às 15:39

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira (2) que vai apresentar ao Congresso Nacional uma proposta de política de longo prazo para os reajustes do salário mínimo. A medida, explicou ela, garantirá aos trabalhadores a possibilidade de terem aumento real.

"A manutenção de regras estáveis que permitem ao salário mínimo recuperar seu poder de compra é um pacto do governo com os trabalhadores. Encaminharei ao Congresso Nacional uma proposta de política de longo prazo de valorização do salário mínimo", afirmou a presidente durante mensagem do Executivo ao Legislativo.

A promessa foi feita em meio às discussões entre o governo federal e centrais sindicais em torno do reajuste do mínimo. Enquanto os sindicalistas reivindicam R$ 580, o governo não admite um valor acima de R$ 545. Dilma defendeu a manutenção da Lei 12.255, de junho de 2010, que prevê o reajuste do mínimo com base na inflação do ano anterior mais o PIB de dois anos anteriores.

Durante o discurso, a presidente reiterou o compromisso com a estabilidade econômica e frisou que não vai permitir a volta da inflação “Manteremos a estabilidade da economia como valor absoluto. Reafirmo que não permitiremos em nenhuma hipótese que a inflação volte a corroer nosso tecido econômico e a penalizar os mais pobres".

Dilma ressaltou ainda que a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2) contará com investimentos de 955 bilhões nos próximos anos. “Retomamos com o PAC a capacidade de planejar a longo prazo. A determinação do governo em induzir o crescimento do país será aprofundado já em 2011 com o PAC 2 e com a segunda fase do programa Minha Casa Minha Vida", argumentou.

A presidente também assumiu metas em áreas como educação e saúde. Como exemplo, citou a ampliação na oferta de vagas pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas em instituições privadas para alunos oriundos de escolas públicas, além da meta de criar 500 Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs). As construções terão um custo estimado de R$ 2,6 bilhões.

Valor

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