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CONSELHO DELIBERATIVO

Direção da FUP aponta indicativo de greve para dia 16 de novembro

No SINDIPETRO-RN, na próxima segunda-feira (24) serão avaliados os encaminhamentos da reunião

21 de outubro de 2011 às 22:25

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Foto: Arquivo

Em reunião do Conselho Deliberativo nesta sexta-feira, 21 de outubro, a direção da Federação Única dos Petroleiros (FUP) apontou indicativo de greve para 16 de novembro, com parada e controle de produção, caso a Petrobras não apresente contraproposta à reivindicação de aumento real, além de paralisações surpresas nas próximas semanas, em dias e unidades a serem definidas pelos sindicatos.

Segundo o coordenador geral do SINDIPETRO-RN, Márcio Dias, na próxima segunda-feira (24) “iremos avaliar os encaminhamentos propostos pela FUP”, o que deve acontecer também nos demais sindicatos filiados à Federação. Para ele, é necessário realizar amplos debates com a categoria para discutir os próximos passos a serem dados, já que durante a realização de Assembleias no dia de Mobilização Nacional (19), petroleiros de algumas áreas de trabalho do Rio Grande do Norte aprovaram o indicativo de greve para o próximo dia 30.

Durante o encontro em Guarulhos, que objetivou avaliar o rumo da campanha salarial e definir estratégias para uma possível paralisação, foi discutido também a necessidade de se intensificar as mobilizações para pressionar a Petrobras e subsidiárias a atenderem às reivindicações da categoria.

Uma nova reunião com a estatal para negociar cláusulas econômicas deve ser realizada na próxima quinta-feira (27). Segundo o coordenador-geral da FUP, José Antônio de Moraes, a expectativa é de que sejam realizadas mobilizações neste dia, a exemplo do ocorrido na quarta-feira (19), quando a entrada do expediente foi atrasada em duas horas em todo o país.

As atividades devem marcar a luta da categoria contra os acidentes de trabalho, principalmente envolvendo funcionários terceirizados. Os detalhes ainda não foram definidos, mas o ato já foi batizado de "Operação Gabrielli", em referência ao presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.

Na próxima rodada de negociação, além das cláusulas econômicas, a FUP pretende pautar as questões sociais e de segurança. Além de não discutir as reivindicações da categoria de ganho real, a empresa não respondeu às principais reivindicações dos petroleiros referentes à defesa da vida, à melhoria dos benefícios e ao fim da precarização das condições de trabalho dos terceirizados. Também não foram respondidas questões relacionadas aos capítulos de segurança no emprego; planejamento, recrutamento e seleção de pessoal; condições de trabalho; inovações tecnológicas e relações sindicais.

“A categoria ainda está insatisfeita com as propostas apresentadas pela empresa. A expectativa é de que o impasse atual na negociação, tão importante e estratégica para o conjunto dos funcionários do Sistema Petrobras, seja superado e iniciemos uma negociação verdadeira, com alteração de aspectos que a categoria considera importantes”,afirma Márcio Dias.

Na reunião do Conselho Deliberativo foi definido o dia 10 de novembro como prazo final para conclusão das negociações.

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