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Central Resources

Diretor desrespeita Sindicato e negociação é interrompida

Empresa quer condicionar discussão do ACT à aceitação da proposta de reajuste salarial

20 de junho de 2014 às 14:39

Em uma reunião para negociação de Acordo Coletivo, por meio de videoconferência, o diretor de Planejamento Financeiro da Central Resources, Marcio Lima, desrespeitou a representação do SINDIPETRO-RN. De forma autoritária, o representante da Empresa negou-se a tratar das demais cláusulas da contraproposta para o ACT, até que o índice de reajuste salarial, apresentado por ele, fosse aceito pela categoria. A reunião foi realizada na base da Empresa, em Areia Branca, no último dia 9 de junho.

Segundo o diretor do Sindicato, Pedro Idalino, o diretor da Central pediu uma explanação acerca do histórico de reajuste salarial dos trabalhadores e uma justificativa para a proposta de 8% de reajuste, pleiteada pela Entidade. Ao lado do assessor sindical, Aldeirton Pereira, Idalino destacou a evolução dos benefícios adquiridos desde o período em que o contingente de trabalhadores se encontrava sob a responsabilidade da Kock, até a recontratação pela Central Resources, em 2011.

Ignorando as promessas realizadas quando da transição entre as empresas, Marcio Lima disse, de forma ríspida, que não se falaria no nome Kock durante a reunião, sob a justificativa de as empresas almejarem interesses diferentes. Outra desculpa apresentada por Lima para sustentar a aceitação da proposta de reajuste oferecida foi a de que várias empresas do ramo de petróleo em Mossoró estão “quebrando”. Por isso, o diretor concluiu afirmando que a proposta apresentada era suficiente para o panorama econômico em que vive a cidade e comunicou que não trataria de cláusula alguma, até que o percentual de reajuste salarial seja aprovado pelos trabalhadores.

Na opinião de Pedro Idalino, ao tentar impor a proposta da Empresa, a posição do diretor de Planejamento Financeiro da Central Resources não foi somente petulante, como também autoritária. E por este motivo, o diretor do Sindicato decidiu encerrar o encontro. Uma nova reunião, desta vez de caráter presencial, deverá acontecer no Rio Grande do Norte. Até o momento, a Empresa não fez qualquer retratação em relação ao ocorrido.

Com a atitude, a negociação das demais cláusulas do Acordo foi totalmente inviabilizada pela direção da Terceirizada. É o caso do Auxílio-refeição, no valor de R$ 35 para cada dia trabalhado, por meio de tíquete ou cartão eletrônico; Auxílio-alimentação, no valor de R$ 600, em cartão eletrônico; Plano de Cargos, Carreira e Salários; e Cesta Natalina, no valor de R$ 600.

 

 

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