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Divanilton Pereira: Visita do presidente da Shell a Temer é uma vergonha nacional

28 de setembro de 2016 às 15:07

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Foto: Arquivo

"Vergonha nacional", foi como resumiu Divanilton Pereira, diretor do SINDIPETRO-RN, da FUP e secretário de Relações Internacionais da CTB, ao comentar o encontro do presidente da Shell, Ben van Beurden, com o presidente sem voto, Michel Temer, ocorrido nesta terça-feira (27). Na pauta, o interesse da Shell em ampliar "parceria" com a Petrobras.

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Ao apontar os reais motivos do encontro, Pereira destacou que "nada como o tempo para tornar mais nítido - para alguns desavisados - as reais intenções programáticas do golpe. E eles, sem desfaçatez, assumem publicamente como sendo agenda de Estado". E completou: "A visita oficial do presidente da Shell ao titular da Presidência da República, Michel Temer, é uma vergonha nacional. Na verdade, a multinacional veio exigir obediência desse ilegítimo ao acordo pré-estabelecido pelo impeachment da presidenta Dilma, ou seja, mudar a atual legislação petrolífera para eles acessarem as reservas do Pré-sal".

Pouco antes do encontro, Temer esteve com o ministro das Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, e com o presidente da Petrobras, Pedro Parente, que entregou a ele o plano de investimentos da estatal para o período 2017-2021 e voltou a defender a abertura da exploração do Pré-sal para empresas estrangeiras. 

Gestão entreguista

Desde que assumiu o Palácio do Planalto, Temer e Pedro Parente empreendem um verdadeiro desmonte da maior estatal do país e entregam ao capital internacional setores inteiros da petroleira. 

Não por acaso que as declarações do presidente da Shell foram praticamente um agradecimento ao governo entreguista de Temer por abrir o mercado do Pré-sal, grande riqueza do país, o que beneficia diretamente as multinacionais como a Shell.

De olho no Pré-sal, Temer já articulou na Câmara do Deputados a votação do PL 45676, que versa sobre o destino do Pré-sal. O presidente da Casa, Rodrigo Maia, já avisou que convocou sessão a partir de segunda-feira (3/10) que terá como primeiro ponto de pauta o Pré-sal.

"Não por coincidência que logo após essa intromissão, a Câmara Federal anunciou que na próxima semana votará o projeto entreguista de José Serra, PL 4567 que permitirá essa agressão", ratificou Pereira ao apontar a conspiração de Temer para acabar com o patrimônio nacional e enfraquecer a soberania conquistada no último período.

Ele ainda destacou que "a denúncia do ex-agente Edward Snowden sobre as espionagens da agência americana na Petrobras, dá sentido para que a empresa fosse instrumentalizada pela operação Lava Jato, fragilizada sua imagem e propagandeada como inviabilizada. Uma tempestade ideal para privatizá-la. A entrega do Pré-sal é parte dessa estratégia".

Fonte: Portal CTB - Joanne Mota

 

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