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Em apoio à Procuradora Ileana Mousinho

21 de setembro de 2017 às 09:46

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Foto: Arquivo

A Diretoria Colegiada do SINDIPETRO-RN vem, publicamente, se solidarizar com a Procuradora Regional do Trabalho, Ileana Neiva Mousinho, vítima de ataques tresloucados e de ofensas à honra e à dignidade pessoal, disparados pelo vice-presidente do grupo Guararapes, Flávio Rocha, e pelo diretor industrial, Jairo Amorim.

Ao mesmo tempo, e com grande veemência, repudiamos a tentativa de atribuir à Procuradora a pecha de perseguidora da empresa, como se a integrante do Ministério Público fosse a responsável pelas práticas delituosas do grupo, flagrado reiteradas vezes em descumprimento de direitos mínimos garantidos na Constituição e nas leis trabalhistas.

A classe trabalhadora norte-rio-grandense, em especial as categorias têxtil e de confecções, conhece bem o estilo “moderno” de gestão adotado pela Guararapes. Não por acaso, a empresa já reconheceu condutas envolvendo revista íntima invasiva; limitação da ida ao banheiro; irregularidades no registro de ponto; carga horária excessiva; descumprimento de normas de saúde e segurança; assédio moral; entre outras.

Com tal currículo, também não estranha que a empresa tenha se antecipado à famigerada Lei da Terceirização, transferindo parte de seus postos de trabalho para as chamadas facções de costura, extensões precarizadas da Guararapes, sem isonomia de remuneração e condições adequadas de trabalho, inclusive de segurança e saúde.

Cumprindo o papel que lhe cabe, o MPT ajuizou ação civil pública cobrando R$ 37,7 milhões do grupo por descumprimento da legislação trabalhista em relação aos empregados dessas facções, em 12 municípios do RN, sendo esta apenas uma das mais de 2.300 ações que a empresa responde na Justiça.

Assim, ao culpar a Procuradora pela perda de empregos, utilizando expressões como “louca”, “exterminadora de emprego” e “câncer; e, mais: ao ameaçar levar investimentos do grupo para outros estados, o vice-presidente do grupo Guararapes, Flávio Rocha, nada mais faz do que revelar o próprio caráter: dissimulado e chantagista. E, como tal, merece toda a repulsa da classe trabalhadora e do povo potiguar!

Natal (RN), 20 de setembro de 2017

Diretoria Colegiada do SINDIPETRO-RN

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