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SETOR PRIVADO

ETX desrespeita greve e contrata policiais para desmobilizar o movimento

Em greve há cinco dias, trabalhadores cobram salários em atraso, além do pleno cumprimento do Acordo Coletivo

12 de setembro de 2013 às 16:05

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Foto: Arquivo

O direito de greve é assegurado pela Constituição Federal. Mas para os dirigentes da ETX, empresa que presta serviços à Petrobrás na área de sondagem, essa prerrogativa parece não existir. Há cinco dias, os trabalhadores da terceirizada cruzaram os braços. Corretamente, protestam contra o descumprimento de diversas cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho-ACT; pelos constantes atrasos de salários e benefícios; e pela insegurança, além do assédio moral cometido pela gerência, supervisores e encarregados de sondas.

No entanto, ao invés de se empenhar na solução dos diversos problemas que levaram à deflagração da greve, a ETX preferiu adotar uma estratégia absurda: contratou um grupo de policiais que afirma ser do Serviço Reservado da Polícia Militar de Mossoró. Sem farda, sem ordem judicial e fortemente armados, os policiais comandados pelos soldados Sérgio e Wellington dizem que, se necessário, usarão a força para enfrentar o movimento. Uma verdadeira estupidez.

O SINDIPETRO-RN repudia a atitude da ETX e conclama os trabalhadores a permanecerem unidos e mobilizados. A entidade já está agendando visitas à Delegacia Regional do Trabalho, ao Ministério Público do Trabalho e à Petrobras, nesta quinta-feira, 12, para denunciar o desrespeito ao direito de greve e as péssimas condições de trabalho oferecidas pela Terceirizada. A desobediência às normas de segurança aplicáveis nas sondas também será assunto tratado nas reuniões. 

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