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Famílias que perderam parentes na ditadura militar terão memorial

24 de março de 2011 às 17:26

O governo federal quer construir um memorial em homenagem aos desaparecidos durante a ditadura militar anunciou, na última terça-feira (22), a ministra da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. Segundo ela, essa é uma forma de dar uma resposta às famílias que perderam parentes.

"Assim como o Ministério Público Federal, as famílias indicam a necessidade de um memorial, e nós queremos assumir esse compromisso", afirmou a ministra, que acompanhou durante a tarde da terça-feira as buscas por restos mortais de dois desaparecidos políticos no Cemitério da Vila Formosa, em São Paulo.

Maria do Rosário não deu indicações sobre o local da construção do memorial nem sobre sua inauguração. Ela afirmou, porém, que o memorial vai homenagear todos os desaparecidos e as suas famílias. "Que nesse memorial se registre os desaparecidos e os mortos pela ditadura. Que se registre que o Estado brasileiro torturou e matou, mas que se registre também que as famílias dos desaparecidos nunca abandonaram seus entes queridos.”

A ministra disse também que o Estado brasileiro tem a obrigação de localizar e identificar os desparecidos durante o regime militar. De acordo com ela, o governo tem procurado cumprir o seu papel, organizando buscas na região do Araguaia e no Cemitério da Vila Formosa.

Desde o mês passado, uma comissão formado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos, pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal faz exumações no Cemitério da Vila Formosa em busca dos restos mortais de Virgílio Gomes da Silva e Sérgio Corrêa. Até agora, foram exumadas 40 ossadas. Os trabalhos de exumação terminam na próxima sexta-feira (25).

DIAP

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