Pular para o menu
1430936153
Fundos de Pensão

FUP e sindicatos promovem reunião para discutir situação da Petros

Na ocasião, o coordenador-geral do SINDIPETRO-RN, José Araújo, representou a entidade

06 de maio de 2015 às 15:15

A FUP e os sindicatos filiados reuniram-se no último dia 30 de abril com a Diretoria da Petros. O objetivo foi acompanhar a administração do fundo de pensão, zelando para que o dinheiro dos trabalhadores seja gerenciado de maneira adequada, já que a rentabilidade gerada a partir da aplicação desses recursos será a garantia de complemento da aposentadoria dos associados. Na ocasião, o coordenador-geral do SINDIPETRO-RN, José Araújo, representou a entidade. 

Pela primeira vez, a soma dos resultados negativos dos fundos de pensão, de 35,4 bilhões de reais em 2014, superou o total dos saldos positivos dos superavitários, de 27,6 bilhões de reais. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar e o fato foi abordado durante a reunião.

Segundo a revista Carta Capital, o resultado sofre influência dos problemas que a economia brasileira vem enfrentando e do desempenho dos mercados dos principais produtos de exportação do País. A baixa rentabilidade dos investimentos, que obtiveram 7,07% em 2014, abaixo da meta de 12,07%, necessária para garantir o pagamento das aposentadorias futuras, também é fator de agravamento. As aplicações que mais derrubaram o resultado foram realizadas em renda variável (ações), representando 26% dos investimentos do sistema. 

No período vindouro, a tendência é que os Fundos assumam uma postura mais conservadora, optando por aplicações de renda fixa, aproveitando a alta nos juros. Ainda segundo a reportagem da Carta Capital, nos últimos dez anos a rentabilidade agregada das instituições foi de 265,66%, acima da taxa média atuarial acumulada de 165,09%, conforme a Previc e Abrap. Um desempenho que afasta problemas de solvência no sistema, segundo a Superintendência Nacional de Previdência Complementar.

Quanto à Petros, a matéria aponta que há preocupações com a perda de valor de determinados ativos, nos quais a Fundação tem investido. É o caso da Invepar, concessionária que precisa lidar com a perda da OAS Empreendimentos como acionista; e, também, do estaleiro Sete Brasil, que enfrenta dificuldades de financiamento e capitalização depois de ser citado nas investigações da Operação Lava Jato e por conta da redução do plano de investimento da Petrobras.

O resultado do Fundo dos petroleiros relativo a 2014 ainda não foi divulgado. Depois de cinco anos consecutivos de superávit, a Fundação registrou um déficit de 2,3 bilhões em 2013. Por isso, a Petros, assim como os demais planos com déficit acima de 10% das reservas ou com resultados negativos por três anos consecutivos, deve passar por um processo de recuperação de desempenho. Resta saber como se dará tal processo e no que isso implicará para os contribuintes.

A Petros defende que os resultados de médio prazo garantem a confiabilidade dos seus investimentos. Nos últimos dez anos, a Fundação acumulou uma rentabilidade de 307,78%, superior à meta de 241,26%. O patrimônio é de 68 bilhões de reais.

Compartilhar: