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Leilão de Libra

Gabrielli: movimento sindical tem legitimidade para cobrar suspensão

Secretário de Planejamento da Bahia não vê urgência para a realização do leilão agora

14 de outubro de 2013 às 17:32

Com informações do Sindipetro-BA

 

“Considero que o leilão poderia ser adiado”. Esta foi uma das declarações do ex-presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, em relação ao Leilão de Libra, previsto para o próximo dia 21 de outubro. Em entrevista ao SINDIPETRO-BA, o ex-presidente da Petrobrás falou sobre as condições nacionais e internacionais que deveriam impedir a realização do Leilão.

Na opinião do ex-presidente da Petrobrás o regime de partilha – mais adequado à realidade do pré-sal, cujo risco de achar petróleo é reduzido - foi modificado ao fixar o limite de 15 bilhões de reais para a participação no leilão. Com isso, o governo definiu uma regra que aproxima esse leilão da lei anterior, que fora mudada, lembrou.

A opinião do ex-presidente da estatal coincide com a do movimento sindical, isto é, o leilão de Libra tem, hoje, o objetivo de arrecadar recursos no curto prazo, ao invés de viabilizar a expansão de atividades petrolíferas no Brasil.

O secretário do Planejamento não vê urgência para a realização do leilão agora, porque a Petrobrás tem hoje um volume de produção considerável e a atração das empresas internacionais, que seria uma motivação para o leilão, não se concretizou. Outro ponto destacado por ele é que a aproximação estratégica com as empresas chinesas, interessadas no leilão, pode acontecer com ou sem o leilão: mais uma vez, portanto, motivo para ser adiado.

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