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Gerência da Petrobrás confirma venda de campos terrestres no RN e CE

05 de março de 2016 às 00:27

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Foto: Alexandre Domingos

A Petrobrás está decidida a vender parte dos campos terrestres de petróleo que atualmente explora nos Estados do Rio Grande do Norte e do Ceará. A intenção foi confirmada pelo gerente geral da UO-RNCE, Tuerte Amaral Rolim, durante reunião com diretores do SINDIPETRO-RN, realizada na tarde desta sexta-feira, 4, em Natal.

Segundo informou Tuerte Rolim, o volume de petróleo que a Petrobrás deverá ofertar, a partir da venda desses ativos, representa 25% a 27% da produção total da UO-RNCE. O óleo seria proveniente, principalmente, de poços situados em blocos pertencentes aos campos de Fazenda Belém (CE), Riacho da Forquilha (RN) e Macau (RN).

Outra notícia negativa para a economia norte-rio-grandense diz respeito à produção offshore. De acordo com o gerente Tuerte, “as plataformas marítimas de baixa produção e desabitadas deverão hibernar, com o propósito de aguardar a crise passar”. No jargão da indústria petrolífera, “hibernar” significa paralisar as atividades.

Com relação aos impactos das mudanças na rotina dos trabalhadores próprios lotados nas áreas que deverão ser postas à venda, Tuerte Rolim não deu respostas concretas. Disse, apenas, acreditar que “a Petrobrás criará um programa específico para redistribuição da mão de obra”.

Inaceitável

No decorrer da reunião, a representação sindical petroleira protestou de forma veemente contra a forma autoritária e sem transparência com que a Empresa vem implementando seu plano de desinvestimentos no RN, desrespeitando, inclusive, cláusulas vigentes no recente Acordo Coletivo de Trabalho.

Para a Diretoria Colegiada do SINDIPETRO-RN, a decisão de venda de ativos confirmada pela gerência local da Petrobrás é inaceitável. A alienação dos campos terrestres não resolverá os problemas financeiros da Companhia e ainda afetará drasticamente os Estados produtores.

A diminuição dos postos de trabalho, agravada pela redução da massa salarial e dos investimentos na produção, impactará o comércio e a prestação de serviços, provocando retração da atividade econômica, em âmbito local e regional.

Articulação

Com o objetivo de reverter a decisão da Petrobrás, a Diretoria do SINDIPETRO-RN tem empreendido esforços em diferentes direções. Internamente, a entidade procura manter a categoria petroleira permanentemente informada e mobilizada, promovendo assembleias e reuniões nas áreas administrativas e operacionais.

Em âmbito externo, além do esforço de esclarecimento da opinião pública por meio de entrevistas a TVs, rádios, jornais e portais de internet, os diretores do Sindicato têm procurado estabelecer conversações com movimentos sociais, instituições da sociedade civil e representações políticas, nas diferentes esferas do Poder Legislativo (federal, estadual me municipal) e do Executivo (estadual e municipal).

Já, com os demais sindicatos de petroleiros dos estados do Nordeste e do Espírito Santo, o SINDIPETRO-RN participa, nos dias 5 e 6 de março, de uma reunião em Salvador. O objetivo do encontro é traçar ações unitárias para enfrentamento ao Plano de Desinvestimentos da Petrobrás. Representando o SINDIPETRO-RN, estarão presentes nessa reunião os diretores Márcio Dias e Pedro Lúcio.

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