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Petrobrás

Gerência da UTPF em Guamaré retoma ataques ao SINDIPETRO-RN

Por "necessidade de rodízio", diretor do Sindicato é transferido após 12 anos na sua função

06 de maio de 2014 às 12:00

“Necessidade de rodízio”. Este foi o tosco argumento apresentado pela Petrobrás para tentar justificar a decisão de transferir o local de trabalho do Técnico de Operações Ricardo Sérgio Correia Péres. O trabalhador atua como operador do painel de controle das Unidades de Processamento de Gás Natural do Polo Industrial de Guamaré, há mais de 12 anos. A medida foi comunicada pelo gerente de Operações da UTPF, Fabrisio Moreira, na última terça-feira, 29.

Para Péres, não há nenhum problema e nem demérito em trabalhar em qualquer área da UTPF. Mas, para a diretoria do SINDIPETRO-RN, a explicação dada pelo gerente não passa de embuste. Alegar “necessidade de rodízio” para fundamentar a transferência de um profissional com larga experiência, que exercita função de grande responsabilidade, em um setor onde há carência de pessoal, e em que uma substituição exigirá treinamento do novo empregado, chega a ser ultrajante.

Um verdadeiro desrespeito à inteligência, principalmente, se considerarmos que Péres é diretor do SINDIPETRO-RN, e que, ao longo dos 27 anos de empresa, tornou-se uma liderança sindical respeitada, com grande representatividade e fortes laços de solidariedade com os colegas de trabalho. O que fica claro, portanto, é que as práticas antissindicais no interior da Petrobrás voltaram a se exacerbar. Isto, porque, quando um diretor do Sindicato é atacado, o que se busca é enfraquecer a capacidade de luta da categoria.  

A mesma gerência

Em 2013, a mesma gerência que agora intenta a transferência de Péres articulou a mudança de lotação, mesmo que provisória, de outros dois diretores do SINDIPETRO-RN. O processo só não foi adiante porque vieram à tona graves denúncias sobre manipulação da apuração da frequência de funcionário de confiança, paralisando a movimentação de pessoal, a fim de que fosse instalada uma sindicância. Em consequência, a ambiência tornou-se tão negativa que um dos trabalhadores visados pela gerência decidiu pedir transferência para a Bacia de Campos.

No período mais recente, relocação de funcionários para outras atividades, inclusive, com mudanças de regime de trabalho, gerando perdas salariais, tem se tornado uma prática comum. Devido ao assédio moral, muitos trabalhadores têm solicitado transferência para outras áreas. Os rebaixados Índices de Satisfação dos Empregados – ISE refletem, sobretudo, a conduta autoritária característica da gerência.

A Diretoria Colegiada do SINDIPETRO-RN repudia a concepção e os métodos gerenciais implementados na UTPF-Guamaré e conclama a categoria petroleira a se manifestar. Envidaremos todos os esforços, nas esferas política e judicial, para que cessem tais absurdos.

 

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