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Gerência encaminha Pedido de Informação à Ouvidoria e compromete-se com atividade de esclarecimento

29 de novembro de 2016 às 20:57

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Foto: Christian Vasconcelos

Em reunião realizada na manhã desta terça-feira, 29, na sede administrativa da Petrobrás, em Natal, o gerente geral da UO-RNCE, Tuerte Amaral Rolim, acompanhado de outros gestores, confirmou a diretores do Sindicato ter encaminhado o Pedido de Informações protocolado pelo SINDIPETRO-RN para a Ouvidoria-Geral da Petrobrás.

Para justificar a remessa do Pedido, Tuerte Rolim alegou que “as informações solicitadas no documento extrapolavam o âmbito de competência da Unidade”, e que “toda demanda que utilize como justificativa a Lei de Acesso à Informação é encaminhada à Ouvidoria-Geral”.

No momento da reunião com o gerente, o Sindicato já havia sido notificado pela Ouvidoria. Em correspondência expedida pela Secretaria de Informação ao Cidadão, o órgão registra ter recebido o Pedido de Informação na última sexta-feira, 25, e afirma que a solicitação será “analisada e respondida pela área competente da empresa”.

Protocolado junto à Gerência da UO-RNCE em 20 de outubro, por meio do ofício nº 167/16, e posteriormente reafirmado em 11 de novembro, quando trabalhadores da sede Natal participaram de atos de reiteração do pleito, o Pedido de Informação tem resposta aguardada com crescente ansiedade.

Transparência

A falta de transparência da atual gestão da Petrobrás, comandada por Pedro Parente, aliada à multiplicação de notícias referentes à cessão de direitos de exploração de campos de produção, desmobilização de unidades e venda de ativos, muitas vezes sem qualquer desmentido ou confirmação oficial da companhia, não inquieta apenas os petroleiros.

Num Estado em que a atividade econômica é fortemente impactada pela indústria petrolífera e, particularmente, pela atuação da Petrobrás, tais especulações provocam intranquilidade e temor em diversos segmentos sociais, especialmente, naqueles interessados e preocupados com as possibilidades e limitações futuras da atividade no RN.

Tal como a categoria petroleira, esses setores encontram-se inseguros, privados do direito de acesso à informação. Consequentemente, ficam impedidos de fazerem uma apreciação e dimensionamento real da situação, inviabilizando qualquer planejamento, preparação e intervenção para o enfrentamento de eventuais problemas.

Assim, diante das ponderações apresentadas pelo Sindicato e da crescente apreensão dos trabalhadores, a Gerência Geral da UO, ao menos, assumiu o compromisso de realizar uma atividade de esclarecimento geral, com os dados que estiverem ao seu alcance, visando apresentar informações sobre desinvestimentos, cessão de direitos, situação de efetivos e demandas decorrentes da adesão ao PIDV.

Outros assuntos

Além da cobrança de resposta ao Pedido de Informação, o SINDIPETRO-RN levou outros assuntos à mesa de discussão com a Gerência da UO, na reunião desta terça-feira.  Entre os principais, foram abordados questões relacionadas ao acesso de dirigentes sindicais às instalações da empresa, situação da RPCC, alimentação em áreas operacionais e problemas na utilização da AMS por trabalhadores e dependentes.

Com relação à assistência médica, os representantes da empresa admitiram ter recebido reclamações de trabalhadores que aderiram ao PIDV, relatando casos de constrangimento por problemas burocráticos. A alegação da empresa é de que, em decorrência do grande número de adesões, a estrutura existente não foi capaz de atender e de regularizar a tempo a situação dos beneficiários. Os gestores comprometeram-se em buscar soluções junto às unidades responsáveis e melhorar a comunicação com a categoria.

No que diz respeito aos problemas de alimentação nas áreas de Mossoró e Alto do Rodrigues, a empresa reconheceu a queda da qualidade, creditando-a a uma situação emergencial, decorrente da mudança da empresa contratada, responsável pelo fornecimento. Segundo os gestores, o serviço deverá ser regularizado a partir desta quinta-feira, 1º/12, com a adoção de melhorias no cardápio e maior fiscalização.

Quanto à situação da Refinaria Potiguar Clara Camarão – RPCC, em que há uma aparente indefinição com relação à permanência da unidade sob responsabilidade da Diretoria de Refino e Gás ou a passagem para a de Exploração & Produção, a representação da UO informou que foi realizado um estudo e que este se encontra na sede da Companhia, em fase de consolidação.  O Sindicato cobrou total transparência no encaminhamento do processo, inclusive, para que se possa tranquilizar a categoria.

Já, no que se refere à ação sindical, a representação dos trabalhadores cobrou o fim de qualquer obstrução ao direito de acesso de diretores às instalações da empresa. A posição dos gestores foi de respeitar o regramento previsto no Acordo Coletivo e o Sindicato cobrou que essa visão seja comunicada aos diversos escalões.

Além do gerente geral da UO-RNCE, Tuerte Rolim, participaram da reunião, representando a Petrobrás, os gerentes Carmem Lúcia e Alvino e a coordenadora de Comunicação, Carmem Sheila. Pelo SINDIPETRO-RN, estiveram presentes os diretores Márcio Dias, Pedro Lúcio, Ricardo Peres, Alexandre Domingos, Fátima Viana, Ivis Corsino e Eufrásio Paulino.

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