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Saúde

Governo Federal lança programa de imunização contra o HPV

Mulheres petroleiras reivindicam que a Petrobrás ofereça a vacina contra o Papiloma Vírus Humano

13 de março de 2014 às 15:47

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Foto: Arquivo

O Sistema Único de Saúde (SUS) começou, na última segunda-feira,10, a campanha de vacinação contra o papiloma vírus humano (HPV) para meninas de 11 a 13 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, a imunização acontece em postos de saúde da rede pública, onde a dose estará disponível durante todo o ano, e em escolas públicas e privadas de todo o país.

Para garantir proteção completa, a imunização ocorrerá de forma estendida, em três doses. A segunda aplicação deverá ser feita seis meses depois da primeira, e a terceira, cinco anos depois. Em 2015, o público-alvo será de meninas com idade entre 9 e 11 anos e, a partir de 2016, a ação ficará restrita às meninas de nove anos. Até 2016, o objetivo do Ministério é imunizar 80% do total de 5,2 milhões de meninas com idade compreendida entre 9 e 13 anos.

Restrição – Apesar da importância da iniciativa, a restrição do público-alvo da vacinação vem sendo criticada por ginecologistas e infectologistas. Segundo matéria divulgada pelo jornal Folha de São Paulo, a vacina contra a doença sexualmente transmissível tem se mostrado eficaz em mulheres adultas virgens e não virgens. E, mesmo aquelas que já tiveram contato com algum dos quatro tipos de vírus aos quais a dose se direciona, podem, ainda, realizar a prevenção contra os demais. Os tipos mais recorrentes do HPV são o 6, 11, 16 e 18 – os dois primeiros ligados a 90% das verrugas genitais, e os dois últimos, a 70% dos casos de câncer de colo do útero.

A ampliação do público-alvo é endossada por dados divulgados pela Anvisa. Estes dão conta de que, em países desenvolvidos, a implantação de programas efetivos de controle do câncer de colo uterino, com rastreamento pelo teste Papanicolau, diminuiu em aproximadamente 70% a incidência da doença nas últimas décadas. Atualmente, o vírus é responsável por 80% dos casos de câncer do colo do útero. De acordo com a Organização Mundial de Saúde – OMS, a previsão é de que 50% das mulheres sexualmente ativas entrarão em contato com o vírus em algum momento de suas vidas até os 50 anos.

Homens – Outro segmento para o qual se deve voltar a atenção é o público masculino. Isto, porque, além de serem considerados vetores do vírus, os homens podem ser infectados em qualquer fase da vida. Nos países que possuem notificação compulsória para verrugas genitais, como o Reino Unido e a Itália, observa-se que a frequência de verrugas genitais é ainda maior em homens do que em mulheres, predominando na faixa etária de 20 a 24 anos. No homem, o papilomavírus humano está associado ao desenvolvimento de câncer de ânus, pênis, língua, boca e garganta.

No Brasil, há uma alta incidência de câncer de pênis, que representa 2% dos tumores malignos do sexo masculino, mais frequente nas regiões Norte e Nordeste, segundo a edição de janeiro, da revista HPV News. Outro tipo de HPV cada vez mais diagnosticado, sobretudo no sexo masculino, é o 16. Esse tipo de vírus está presente em 87% dos tumores do canal anal HPV-positivos. A incidência é ainda maior nos grupos considerados de risco, particularmente homens e mulheres HIV-positivos e homens que fazem sexo com homens. 

Entendendo que a prevenção pode não só reduzir consideravelmente a incidência de doenças desencadeadas pelo HPV, como também, em longo prazo, gerar economia ao Sistema Único de Saúde, o Coletivo de Mulheres Petroleiras do RN e a Diretoria do SINDIPETRO-RN defendem que a Petrobrás, por meio da AMS, ofereça a vacina para todo o contingente de empregados. Isto, porque, hoje, o HPV já é tratado como problema de saúde pública, pois é a DST mais frequente em todo o mundo, tendo aproximadamente 600 milhões de pessoas infectadas.

 

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