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Greenpeace e Petrobras divergem sobre Abrolhos

26 de agosto de 2011 às 11:34

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (25), o Greenpeace afirma que a Petrobras, em resposta a carta enviada pela entidade em 26 de julho, defende sua atuação em torno do Parque Nacional Marinho de Abrolhos, no Sul do litoral da Bahia, respeitando um raio de 50 km em torno da região. A posição da Petrobras vai de encontro à reivindicação do Greenpeace, que propõe uma moratória de exploração de petróleo e gás por 20 anos em uma zona de 93 mil quilômetros quadrados.

De acordo com Leandra Gonçalves, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace, o fato de a Petrobras reconhecer o limite de 50 km é um passo importante, mas insuficiente para garantir a segurança da biodiversidade em Abrolhos." A ciência já comprova que a maior área de recifes de corais do Atlântico Sul precisa de mais proteção, e as empresas podem dar o primeiro passo nessa direção”, diz a especialista.

A carta do Greenpeace foi enviada a outras nove petrolíferas que têm blocos de produção próximos a Abrolhos. A moratória afeta 13 blocos de exploração de petróleo atualmente sob concessão. A Petrobras é a empresa com mais operações na região, atuando em sete blocos. As outras são Shell, Sonangol, Vale, Perenco, OGX, Repsol Sinopec, Vipetro, Cowan e HRT. Dentre elas, apenas as duas primeiras responderam à ONG.

A Shell, empresa anglo-holandesa, afirmou que não é operadora de nenhum bloco na região em questão, o que a impede de se pronunciar sem  prévia aprovação dos parceiros na concessão. Já a Sonangol, de origem angolana, defende que sua operação na área é onshore, o que não afetaria o Parque Marinho de Abrolhos. O Greenpeace rechaça a justificativa. "A concessão dos angolanos fica em cima bacias hidrográficas na costa baiana, cujas águas correm para o mar. Caso haja um vazamento, ele inevitavelmente seria levado pelos rios em direção ao oceano", diz o comunicado.

Moratória

A moratória de 20 proposta pelo Greenpeace, segundo a ONG, é uma maneira de dar à sociedade tempo para discutir os riscos da exploração de petróleo em Abrolhos. O processo está em andamento no Ministério de Meio Ambiente a partir de um pedido da coalizão SOS Abrolhos. Para a organização não-governamental, há dificuldade na aprovação devido à um lobby pró-petróleo.

Fonte: NN

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