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ABDM

Greve é suspensa após dez dias

Após dez dias de paralisação, os trabalhadores da ABDM resolveram suspender, a 3ª greve iniciada este ano.

19 de agosto de 2010 às 15:51

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Foto: Arquivo

Após dez dias de paralisação, os trabalhadores e trabalhadoras da ABDM resolveram suspender, na quarta-feira, 18, a terceira greve iniciada este ano. A decisão foi tomada após reunião realizada entre as diretorias na Procuradoria Regional do Trabalho - MPT - e, posteriormente, na Petrobrás, em que a empresa sinalizou um acordo com os trabalhadores.

Pressionada pelo SINDIPETRO/RN - em nova Audiência no MPT, realizada no dia seguinte -, a terceirizada assinou um Termo de Ajustamento de Conduta em que comprometeu-se a quitar os débitos trabalhistas e a pagar as respectivas verbas rescisórias do contrato de prestação de serviços, que vencerá no dia 9 de setembro, bem como o pagamento dos futuros salários.

Tal Audiência, no entanto, revelou não só débitos, mas também crimes de falsificação de documentos, pois todos os comprovantes apresentados à Petrobrás ,de pagamento dos direitos trabalhistas, eram frios. Sendo assim, a Petrobrás deverá pagar todos as pendências trabalhistas citadas, visto que responde subsidiariamente pelas irresponsabilidades da Empresa que contrata. À  Petrobrás  também foi recomendada a tomada de providências administrativas para evitar a repetição de fatos como este. Um conselho que não deve ser novidade para os ouvidos da gerência da estatal, que ouve frequentemente deste sindicato críticas à respeito de sua  frágil política de contratação de terceirizadas.

 Solidariedade – Em assembléia realizada na quarta-feira, 18, no auditório do ATP-ARG, em Alto do Rodrigues, trabalhadores da Petrobrás reafirmaram a solidariedade aos empregados e empregadas da terceirizada e aprovaram uma doação aos grevistas no valor de R$ 1,6 mil, a fim de cobrir despesas com transporte de pessoal durante o movimento.

  Esta foi a terceira greve realizada pelos trabalhadores da ABDM neste ano, em razão de descumprimento de várias cláusulas do Acordo Coletivo e de atraso no pagamento de salários e benefícios. Não bastassem essas pendências, a ABDM também não repassou ao Banco o dinheiro descontado na folha dos pagamentos dos trabalhadores, referentes a empréstimos consignados. Com isso, além dos prejuízos econômicos, os trabalhadores também se depararam com problemas morais, pois seus nomes foram enviados aos cadastros de devedores.

 

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