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Plena Engenharia

Greve continua e Sindicato pede retenção de créditos para trabalhadores

Em Natal e Mossoró, cerca de 140 trabalhadores poderão entrar 2011 sem salários

23 de dezembro de 2010 às 16:24

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Foto: Christian Vasconcelos

Cerca de 140 trabalhadores da Plena Engenharia, em Natal e Mossoró, permanecem em greve desde o dia 21 de dezembro. Os empregados reclamam o pagamento da segunda parcela do 13º salário e a atualização do depósito de verbas referentes a encargos e direitos trabalhistas, tais INSS, IR e FGTS.

Apesar de comunicada da deflagração do movimento, até o momento a Plena não teve qualquer contato com a direção do Sindicato. A entidade já está entrando com uma ação judicial contra a Empresa e, ao mesmo tempo, aciona o Ministério Público, a fim de que sejam retidos, em favor dos trabalhadores, os créditos que a terceirizada por ventura ainda possua junto à Petrobrás.

A Plena é uma empresa baiana que atua no Rio Grande do Norte, prestando serviços à Petrobrás, nas áreas de Engenharia e Desenvolvimento de Projetos, com bases em Natal e Mossoró. No início de dezembro, trabalhadores lotados em Mossoró já haviam paralisado as atividades por dois dias, em razão de problemas semelhantes, ou seja: atraso de salários e não depósito de verbas trabalhistas.

Informalmente, a Empresa diz ter prejuízos na execução de um dos três contratos de prestação de serviços que mantêm com Petrobrás, alegando que os valores pagos são baixos. Os patamares de remuneração, segundo fontes da Empresa, seriam equivalentes àqueles pagos em contrato anterior, mas o volume de trabalho requerido seria bem maior.

Causas – Independente das verdadeiras causas, que deverão ser esclarecidas na Justiça, é de se estranhar o crescente número de empresas que alega dificuldades na execução dos contratos, reclamando dos valores. Essas empresas aceitam as condições impostas pela Petrobrás, mas não se acanham de transferir o ônus pela decisão equivocada para os ombros dos trabalhadores.

Por outro lado, a Petrobrás também tem responsabilidade pela situação. A obsessão pela redução de custos vai impondo a lógica da contratação pelo menor preço, em detrimento da contratação do melhor serviço. A fiscalização de contratos é insuficiente e, muitas vezes, age de forma complacente com os desvios. O resultado é que algumas empresas ameaçam encerrar a prestação de serviços, causando prejuízos à Petrobrás e, principalmente, deixando em aberto várias dívidas trabalhistas.

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