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Bahia

Greve dos trabalhadores da Empercom entra na segunda semana

Os 350 trabalhadores da empresa no Estado que só retornam ao trabalho com as reivindicações atendidas

09 de maio de 2014 às 15:59

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Foto: SINDIPETRO-BA

A direção do Sindipetro Bahia paralisou na segunda pela manhã (28) a base de Taquipe, com todos os trabalhadores - próprios e terceirizados - durante todo o dia e deflagrou greve por tempo indeterminado na Empercom, terceirizada que deixou de pagar os salários, tíquete alimentação e plano de saúde desde março, com o beneplácito da Petrobrás.
 
A atividade teve boa repercussão e aceitação pelos trabalhadores e foi um momento onde a direção do Sindipetro colocou a posição do sindicato sobre o enfraquecimento da UO – BA. Foi denunciada ainda a postura dos gerentes que não tem compromisso com a empresa e consequentemente com os trabalhadores.
 
Surpresa foi a ver a direção da Petrobrás na Bahia chamar a polícia, desde as 6h, para reprimir a paralisação dos trabalhadores. Dirigentes do Sindipetro e trabalhadores encontraram 4 viaturas da Policia Militar de São Sebastião e Candeias, com cerca de 12 policiais, fortemente armados, numa tentativa de intimidar o ato legítimo dos trabalhadores.
 
Segundo o dirigente sindical Radiovaldo Costa, o tiro literalmente saiu pela culatra, pois o movimento foi forte e coeso, atingindo os objetivos na sua plenitude.
 
A greve na Empercom segue por tempo indeterminado, com o sindicato cumprindo todas as formalidades legais e sem nenhuma alternativa à vista, uma vez que os 350 trabalhadores da empresa na Bahia, com apoio do Sindipetro, decidiram que só retornam ao trabalho com as reivindicações atendidas. A Petrobrás, omissa, nada resolve: mantém o contrato com a Empercom, que por sua vez não paga os direitos dos trabalhadores, como salários, plano de saúde, tíquete alimentação, etc.
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