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Guamaré

Incêndio na U-270 tem investigação comprometida. Sindicato sai do GT

Restrições também foram impostas à ação do Sindicato, cujo coordenador-geral foi proibido de entrar na Unidade

12 de setembro de 2013 às 11:39

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Foto: SINDIPETRO-RN

A Diretoria do SINDIPETRO-RN não participará do Grupo de Trabalho responsável por apurar as causas do incêndio da U-270, ocorrido em 28 de agosto, na Planta de QAV da Refinaria Clara Camarão, localizada no Polo Guamaré. A decisão foi tomada em virtude da desmoralização do processo investigatório e das restrições impostas à ação do Sindicato, cujo coordenador-geral, José Araújo, foi proibido de entrar naquela Unidade.

A alteração da cena na U-270, não permitindo que um Grupo de Trabalho pudesse fazer uma visita ao local a fim de iniciar a investigação das causas do incêndio, é uma demonstração do grau de preocupação das gerências locais com a segurança dos trabalhadores. E a normalização do funcionamento da Unidade, sem que, ao menos, o GT tivesse iniciado as investigações e pudesse emitir um parecer constitui uma verdadeira afronta.

 

Relações – No Rio Grande do Norte, a deterioração das relações da Petrobrás com os trabalhadores tem se agravado de forma acelerada. O recrudescimento de práticas antissindicais em diversos níveis de gerência só é comparável ao existente no período das gestões neoliberais. Para a diretoria do Sindicato, tais atitudes refletem a elevação do nível de mobilização da categoria petroleira e a intensificação da ação sindical, em diversas frentes.

 

Certamente, entre outras motivações, algumas gerências sentiram-se incomodadas com o êxito das manifestações promovidas no Dia Nacional de Luta e Paralisações, realizado em 30 de agosto; com as denúncias de negligência da RPCC e da UTPF nas questões de segurança; e com a revelação do conluio da RPCC com empresas terceirizadas, para burlar direitos trabalhistas, como ocorreu no caso da Exterran.


Solicitação – Nesta terça-feira, 10, o SINDIPETRO-RN encaminhou um dossiê à Procuradoria Regional do Trabalho da 21ª Região, em Natal. O documento traz um histórico dos diversos casos de incidentes e acidentes que estão virando rotina na vida dos trabalhadores do Polo Guamaré e solicita a intervenção do órgão, junto à Petrobrás, para que sejam investigadas as condições de segurança naquela Unidade. A entidade também deverá encaminhar denúncia junto à Agência Nacional do Petróleo – ANP.

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