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Líbia: "Era Kadhafi" está perto do fim

22 de agosto de 2011 às 11:26

Forças de oposição ao ditador, que não se entrega, ocupam a capital Trípoli; a Guarda Presidencial já se rendeu.

A era do ditador Muammar Kadhafi na Líbia está cada vez mais próxima do fim. A oposição ao regime do ditador ocupa desde cedo a capital Trípoli e neste momento faz um último avanço para tomar de vez a cidade - ainda há resistência pró-Kadhafi em algumas regiões.

Além de já terem sido tomado vários distritos na capital, as forças de oposição ocuparam a chamada Central Green Square - local habitual de manifestações pró-Kadhafi, (os oposicionistas adiantaram planos de renomear o local para Praça dos Mártires) - além de uma emissora de rádio e a base aérea de Mitiga. A ação, denominada "Operação Mermaid Dawn", vinha sendo planejada há semanas.

Mais cedo, a Guarda Presidencial se rendeu. De quebra, as forças de oposição confirmaram a captura de dois filhos de Kadhafi - Saif al-Islam (que deve ir a julgamento por crimes de guerra) e Mohammed.

Por volta das 23h30, a rede de TV Al-Jazeera informou que o primeiro-ministro Baghdadi Ali Al Mahmudi já estava em Jerba, na Tunísia.

Para os Estados Unidos e para a Inglaterra, dois dos países aliados dos oposicionistas, "o fim de Kadhafi está próximo"; no caso específico dos Estados Unidos, o presidente Barack Oama adiantou que "a Líbia está se libertando da opressão da tirania; Gaddafi precisa reconhecer que sua administração chegou ao fim, precisa reconhecer a realidade que ele não manda mais na Líbia", e o país já exige um conselho nacional de transição para traçar os rumos do país pós-Kadhafi. Por outro lado, o ditador resiste, e ainda fez um último ato - considerado por observadores um "desafio" - , conclamando via TV estatal a população de Trípoli a ir ás ruas a fim de defender o regime, apelando para que "Salvem a Líbia".

Mortes

O porta-voz do regime líbio afirmou na noite deste domingo (21) que 1.300 pessoas foram mortas nas últimas 24 horas em Trípoli, classificando os combates entre rebeldes e forças do governo de "verdadeira tragédia".

"Em 24 horas, 1.300 pessoas foram mortas em Trípoli", disse Moussa Ibrahim, durante uma entrevista coletiva à imprensa, indicando que "seu regime permanece forte e que milhares de voluntários e soldados estão preparados para lutar".

Fonte: Nominuto.com

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