Pular para o menu
1313678614

Logística e Conteúdo Local são desafios para as petroleiras

18 de agosto de 2011 às 11:43

Está sendo realizado, entre os dias 16 e 18 de agosto, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro, o Pre-Salt & DeepWater Brazil Fórum 2011. No debate desta quarta-feira (17/08), os executivos abordaram quais são as desafios  que as petroleiras estão enfrentando na logística e no conteúdo local. O gerente jurídico da Devon Energy do Brasil e autor do livro A História do Petróleo, Humberto Quintas, mostrou que na rodada de licitação número 6, as penalidades funcionavam em um sistema de On-Off (ligado ou desligado), ou seja, a companhia que tivesse seu conteúdo menor que 80% era considerada como se tivesse 0% de conteúdo local, e nas que tinham mais que 80% o serviço era considerado ideal.

A partir da rodada 7, as penalidades começaram a ser variadas de acordo com a porcentagem que a companhia apresentasse. Segundo Humberto, um dos desafios da indústria está na tabela de previsão de quanto ela vai contratar de conteúdo local. “As empresas são responsáveis por essas ofertas, e a ANP é o xerife regulador”, completou. O gerente frisou, que sempre que uma empresa tiver problemas de preço ou prazo para atingir seu conteúdo, a ANP tem que ser previamente avisada.

Presente também no evento, Miltin Franke, diretor de planejamento da HRT, falou sobre as dificuldades da companhia na Bacia de Solimões. “Logística e conteúdo local são um problema em Solimões, devido à precariedade da região, mas estamos trabalhando forte”, disse o executivo. Segundo Miltin, a HRT tem um grupo só para cuidar de conteúdo local desses equipamentos. “Não existem sondas fabricadas no Brasil, mas o combustível, os motores e compressores que nós usamos são 100% nacionais”, completou.

Multa

A Petrobras recebeu nesta quarta-feira uma notificação sobre o pagamento da multa estabelecida pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) pelo não cumprimento dos 100% de conteúdo local exigidos pela agência reguladora. A notificação era para o pagamento de R$ 29 milhões, de acordo com o coordenador de estratégia e gestão de portfólio de Exploração e Produção da Petrobras, Eduardo Molinari, durante teleconferência com analistas. Anteriormente, a estimativa era que a multa ficaria em torno de R$ 28 milhões, e a estatal planejava negociar para pagar menos.  Na última terça-feira, no entanto, a diretora da ANP, Magda Chambriard, já havia dado um indicativo de que não haveria desconto na multa. A cobrança refere-se a áreas adquiridas na 5ª e na 6ª rodadas de licitação da ANP.

Fonte: NN

Compartilhar: