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PLR

Mesmo com críticas, trabalhadores aprovam assinatura do Acordo

Quitação da parcela restante da Participação nos Lucros e Resultados 2011 será realizada em 2 de agosto

26 de julho de 2012 às 10:42

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Foto: Arquivo

Em assembleias realizadas nos dias 19 e 20 de julho, trabalhadoras e trabalhadores petroleiros norte-rio-grandenses aprovaram a proposta de quitação da PLR 2011. Os termos do acordo são os apresentados pela Petrobrás no último dia 17 de julho, com piso de R$ 14.540,00 para os trabalhadores posicionados até o nível 457-A; garantia de, no mínimo, 1,54 remunerações normais; relação piso/teto de 2,5 vezes; valor fixo de R$ 2.720,00 distribuídos para todos os empregados; e um valor correspondente a 12% de uma remuneração normal, referente ao adiantamento da gratificação contingente do ACT 2012, ou R$ 1.296,00, o que for maior. Conforme compromisso assumido pela Petrobrás, os trabalhadores norte-rio-grandenses deverão receber suas participações no dia 2 de agosto, uma vez que o acordo foi assinado em 23 de julho.

Críticas – A quitação da PLR 2011 foi aprovada por ampla maioria de votos, mas isso não quer dizer que a categoria petroleira norte-rio-grandense tenha saído satisfeita desse embate. Muito pelo contrário. Em todas as assembleias, o que se ouviu – corretamente, no entender da direção do SINDIPETRO-RN – foram críticas ao conteúdo da proposta e à condução do movimento.

Com relação à proposição, além de considerar os valores rebaixados, avaliou-se que o adiantamento da gratificação contingente do ACT 2012 não passa de uma manobra oportunista da Empresa visando à próxima Campanha Reivindicatória. No 27º CEPETRO-RN (Congresso Estadual), realizado no início de julho, petroleiros e petroleiras já haviam firmado posição no sentido de lutar pela valorização salarial, o que implica fim da política baseada na concessão de abonos.

Já, quanto à condução do movimento, causou estranheza o posicionamento assumido por vários representantes de entidades integrantes do Conselho Deliberativo da FUP que defenderam a aprovação de um indicativo de aceitação da proposta. Apenas o SINDIPETRO-RN e o SINDIPETRO-ES posicionaram-se em favor da realização da greve. O SINDIPETRO-BA absteve-se e as demais entidades avaliaram não ter condições de deflagrar o movimento.

O esquisito é que, poucos dias antes, por indicação do próprio Conselho Deliberativo da FUP, estas mesmas entidades haviam realizado assembleias em que a proposta da Empresa fora largamente rejeitada e o indicativo de greve, aprovado massivamente.

Unidade – No horizonte de lutas da categoria petroleira entram em pauta, a partir de agora, o regramento do pagamento das PLR´s futuras e a campanha reivindicatória para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Para a diretoria do SINDIPETRO-RN, hora de redobrar esforços em defesa da unidade de ação do movimento sindical petroleiro, condição indispensável para alcançarmos êxitos.

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