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SETOR PRIVADO

Morre na Bahia mais um trabalhador a serviço da Petrobrás

Mergulhador morreu quando prestava serviços em obra do Terminal de Regaseificação da Bahia

25 de abril de 2013 às 16:24

FUP, com informações do Sindipetro-BA

Um mergulhador morreu quando prestava serviços para a Petrobrás no último dia 19, na obra do Terminal de Regaseificação da Bahia (TRBA), na Baía de Todos-os-Santos, em Madre de Deus, na região metropolitana de Salvador. Rafael Santos Aragão tinha apenas 29 anos e era funcionário da Atlantis, subcontratada pelo Consórcio GNL Bahia - formado pela Carioca Engenharia e Andrade Gutirrez - na obra de construção do Terminal da Transpetro.

Segundo dirigentes do Sindipetro-BA que estiveram no local do acidente, Rafael realizava o serviço de revisão de cascos laterais de uma balsa em água rasa (cerca de dois metros), juntamente com outro mergulhador, Cláudio Magalhães dos Anjos. Segundo informações obtidas pelo sindicato, os dois estavam usando cilindro de mergulho - um fazia vistoria por um lado da balsa e a vitima por outro. Ao dar a volta, Cláudio viu o companheiro de trabalho submergindo, a uma profundidade de 18 metros de profundidade.

Rafael ainda chegou a ser retirado da água com vida. Os socorristas fizeram tentativas de reanimação e o conduziram de barco ambulância e depois em ambulância ao Hospital de Madre de Deus, onde chegou por volta das 12h44, já sem vida. Ele era casado e tinha uma filha de dois anos.

Esse foi o segundo acidente fatal esse ano com trabalhadores contratatos pela Petrobrás. Desde 1995, já ocorreram 327 óbitos de trabalhadores em acidentes no Sistema Petrobrás, sendo que 263 eram terceirizados.

FUP cobra da diretoria executiva da Petrobrás mudanças no SMS

No último dia 16, a FUP apresentou à diretoria executiva da Petrobrás as principais propostas que os trabalhadores discutiram no Grupo de Trabalho Paritário de SMS, mas que, no entanto, foram ignoradas ou desqualificadas pelos representantes da empresa, levando a Federação a se retirar do GT. A FUP tornou a criticar a falta de vontade política dos gestores em alterar a atual política de SMS e cobrou da diretoria executiva um posicionamento para as propostas defendidas pelo movimento sindical, ressaltando  a urgência de mudanças estruturais na forma como a empresa lida com a saúde e segurança dos trabalhadores. A reunião foi com a presidenta da Petrobrás, Maria das Graças Foster, e os diretores José Eduardo Dutra (Corporativo e de Serviços), José Miranda Formigli Filho (Exploração e Produção) e Almir Barbassa (Financeiro e Relações com Investidores). Leia mais

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