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Mulheres petroleiras discutem condição social e violência contra a mulher

13 de abril de 2017 às 10:30

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Foto: Arquivo

Discussões e ampliação da consciência acerca da condição social da mulher com foco na realidade da trabalhadora petroleira. Esse foi o direcionamento do 5º Encontro Nacional das Mulheres Petroleiras da FUP que aconteceu em Curitiba, no início do mês, entre os dias 7 e 9 de abril.  

Ao se questionarem como encontrar uma nova forma de defender suas bandeiras, as petroleiras puderam refletir sobre o exercício de inclusão sugerido pelo tema do encontro: “Lugar de mulher é na política”. Já que a política é a dimensão da vida em sociedade, e o lugar da mulher é na sociedade, então nada mais natural do que a mulher estar inserida na política.

O encontro representa mais um passo na consolidação da organização das mulheres petroleiras. No último congresso foi debatida a necessidade de ter uma secretaria nacional das mulheres na FUP. O Congresso remeteu essa proposta a uma estatuinte, mas a presença das mulheres nas direções da FUP continuou a ser debatida.

No próximo congresso geral da FUP, será eleita uma nova diretoria. Dessa nova diretoria, obrigatoriamente terá que ser respeitado o percentual mínimo de mulheres na direção, que é o percentual existente na categoria. Isso é um avanço, pois isso nunca ocorreu no âmbito da categoria petroleira.

Mas a luta não para por aí, como afirma a diretora de finanças do SINDIPETRO-RN, Fátima Viana, que participou do encontro. “Após essa etapa, precisamos consolidar a vitória com a eleição de mulheres para a diretoria da FUP, e avançar na discussão da criação da secretaria de mulheres, com pauta própria, planejamento e programa de trabalho”.

“A presença das mulheres no movimento sindical é uma necessidade real, e vai enriquecer a luta. O movimento social precisa ter a cara da sociedade. Na perspectiva da mudança, precisa expressar a realidade existente. Não é possível considerar que o movimento social tenha essa expressão se continuar majoritariamente sendo representado por homens”, afirmou Fátima.

A diretora ainda reforçou: “As mulheres têm esse desafio de enfrentar e cobrar, pois quando uma mulher avança, nenhum homem retrocede. Quando as mulheres avançam a sociedade acompanha e ninguém perde”.

Nesse quadro político que vivemos hoje, as mudanças ocorridas no Brasil, em grande parte diminuem a soberania e dimensão social do Estado, e isso atinge de forma mais violenta as mulheres. Aliás, o crescimento da violência contra as mulheres foi outro tema amplamente debatido.

Engana-se quem pensa que a violência contra a mulher acontece somente nas periferias, isso ocorre em todos os seguimento sociais. Essa violência representa a luta de quem quer avançar, reprimido por quem não quer que a sociedade avance.

Quanto mais a mulher se faz presente nos movimentos sociais, mais ela contribui para o combate a violência. E quanto mais mulheres interferindo na sociedade, nas empresas e nos sindicatos, mais o progresso e a democracia serão evidenciados.

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