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Segurança

Multiplicação de incidentes em Guamaré preocupa trabalhadores

Sindicato cobra reunião para tratar do assunto. Receio é que cenário sombrio da década de 90 seja resgatado.

18 de abril de 2013 às 11:02

Os trabalhadores do Polo Guamaré e a direção do Sindipetro/RN estão acompanhando, com grande preocupação, a ocorrência de sucessivos incidentes, em diversas áreas daquela unidade. As últimas informações dão conta de que sucederam vazamentos de condensado, na UPGN I; de óleo térmico, na UPGN II; de sulfatrite, na UTG de alta; e, de forma constante, há mais de 20 dias, no P-310002 da UPGN III.

Qual a razão desses acontecimentos? Quais as possíveis consequências? Existe relação entre a reincidência desses incidentes e a ocorrência de acidentes? Há, no Estado e no Polo, algum dado histórico que aponte nessa direção? Haveria alguma relação entre a situação atual e a política de retração de investimento e redução de custo, ora praticada pela Petrobrás?

Os trabalhadores estão ávidos por respostas e sentem-se no direito de cobrar da Companhia o oferecimento de condições seguras de trabalho. No entanto, há mais de duas semanas o SINDIPETRO-RN tenta agendar reunião com o gerente de operações da UTPF, sem obter qualquer confirmação.

O receio da categoria é que se resgate cenário parecido com o da década de 90, quando, em nome da racionalização organizacional e da redução de custos, a política de manutenção preventiva foi abandonada e substituída por gráficos estatísticos sobre a relação “frequência de acidentes X tempo”.

Naquele período, a consequência da política implantada foi o aumento do número de acidentes e incidentes, além de verdadeiras tragédias ambientais. Mais recentemente, no setor petróleo, foram constatadas várias situações de risco. Algumas delas, inclusive, como no caso de plataformas e terminais, levaram à interdição de instalações.

O que a Petrobrás pensa sobre isso?

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