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RODADA DE NEGOCIAÇÃO

Negociação não avança e petroleiros reforçam aviso de greve

Se Petrobras não avançar nas propostas, paralisação começa dia 16. O prazo final para conclusão das negociações é 10/11

28 de outubro de 2011 às 10:55

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Foto: Arquivo

Seguiu sem avanço significativo as negociações entre a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Petrobras, realizadas entre os dias 27 e 28 de outubro, quando a empresa apresentou uma proposta econômica considerada "uma provocação" pela categoria e não avançou nas questões sociais.

Na quinta-feira (27), a empresa apresentou uma proposta de reajuste de 9% na RMNR, incluída neste índice a reposição da inflação (7,23%), o que representa um ganho entre 1,27% e 1,65% acima da inflação, e não atendeu à reivindicação da categoria de 10% de aumento real na tabela salarial, oferecendo apenas o valor da correção inflacionária de 7,23%.

“A proposta ficou muito aquém da reivindicação dos trabalhadores, que é de 10% de aumento real na tabela salarial”, esclarece o coordenador geral do SINDIPETRO-RN, Márcio Dias.

A Petrobras propôs também um abono equivalente a 90% de uma remuneração bruta, reajuste em 9% dos benefícios educacionais e do auxílio-almoço, reajuste de 7,23% da AMS (assistência multidisciplinar de saúde) e reforçou o aumento de 30% da chamada Gratificação de Campo Terrestre de Produção, conforme já havia sido anunciado.

As negociações prosseguiram nesta sexta-feira (28), quando os petroleiros cobraram avanços em relação às cláusulas sociais incluídas na campanha e retomaram questões que ficaram sem resposta nas rodadas anteriores, como segurança no emprego, recrutamento e seleção de pessoal, condições de trabalho, inovações tecnológicas e relações sindicais.

Ao final das discussões, a FUP cobrou a formalização dos encaminhamentos da Petrobras em uma contraproposta até a próxima segunda-feira (30).

Avaliando as dificuldades nas negociações com a empresa, os petroleiros começam a se preparar para entrar em greve. Junto com seus sindicatos, a Federação definiu prazo até o dia 10 de novembro para conclusão da negociação com a empresa, bem como o indicativo de greve por tempo indeterminado a partir do dia 16 de novembro, com parada e controle de produção.

"A categoria está preparada e convicta de que, se a Petrobras continuar a resistir em avançar nos principais pontos de reivindicação dos trabalhadores, a greve será o único caminho para garantir as conquistas", ressalta Márcio Dias.

“Operação Gabrielle”

Durante todo o dia desta quinta-feira (27), sindicatos de várias cidades do país realizaram mobilizações e paralisações-surpresa. Além de tentar pressionar a empresa a avançar nas negociações, os atos, batizados de "Operação Gabrielli", em referência ao nome do presidente da empresa, marcam a luta da categoria contra os acidentes de trabalho, principalmente em empresas terceirizadas.

No Rio Grande do Norte, o SINDIPETRO-RN realizou concentração na Base-34, em Mossoró, no período das 7h30 às 10h30. O ponto central dos debates foi a política de segurança da Petrobras. As mortes de petroleiros decorrentes de acidente de trabalho chegaram a 208 desde 1995, dos quais 15 ocorreram em 2011.

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