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No aniversário da Petrobrás mais de 50 mil protestam no RJ contra as privatizações

04 de outubro de 2017 às 13:21

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Foto: Arquivo

Uma multidão com cerca de 50 mil pessoas tomou as ruas do centro do Rio de Janeiro nesta terça-feira, 3, data do aniversário de 64 anos da Petrobrás. Intitulada “Dia Nacional de Luta pela Soberania Nacional”, a manifestação foi convocada pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, uma articulação que reúne centrais sindicais e diversas entidades representativas de trabalhadores e trabalhadoras de empresas estatais e do serviço público, e pela Frente Brasil Popular.

Os manifestantes começaram a se reunir ainda no período da manhã, em frente ao prédio da Eletrobras. A empresa é uma das que está na mira do governo golpista, cuja intenção de privatização vem sendo anunciada. No início da tarde, já com um número bastante expressivo, os participantes seguiram em passeata, passando pelo BNDES, até o destino final – a sede da Petrobrás, onde foi realizado um ato público com a presença do ex-presidente Lula.

Durante o Ato, o presidente da CTB-RJ, Paulo Farias, denunciou o desmonte e a privatização das empresas e dos serviços públicos brasileiros. Já, o coordenador da FUP, José Maria Rangel, destacou a importância do Estado para o desenvolvimento de uma nação, lembrando que “em 2008, quando o mundo inteiro estava em crise, o governo Lula, por uma decisão de política de Estado, fez com que os bancos estatais investissem na Petrobrás, minimizando os efeitos da crise para o povo brasileiro”.

Com a opinião de que “a unidade das categorias é o principal” e de que “temos que manter as centrais presentes e ir pra cima desse governo golpista”, o presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Luiz da Rocha Cardoso, proclamou: “não vamos permitir que esse governo privatize todas nossas estatais e aprove a reforma da Previdência”. Já, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, defendeu a convocação de um referendo revogatório de todas as medidas do governo golpista.

Orgulho

Declarando ter “orgulho de ter sido o presidente da República que mais investiu em desenvolvimento de óleo e gás, em pesquisa, que mais fez capitalização da Petrobras, que mais visitou a Petrobras em terra e no mar", Lula chegou ao Ato Público por volta das 16 horas e fez o discurso de encerramento da manifestação. Em sua intervenção, o ex-presidente disse que a Petrobras é um instrumento de desenvolvimento e relembrou que “diziam que era impossível a gente explorar o Pré-sal".

Para Lula, o atual governo não tem competência para tratar as questões que dizem respeito à soberania do país, e, por isso, está vendendo todo o patrimônio nacional, agindo mais como "Casas Bahia" do que como governantes e "abrindo mão de instrumentos de política econômica", citando Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, BNDES, Eletrobras e Casa da Moeda, entre outras empresas, além da indústria naval.

(Fonte: CTB e RBA)

 

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