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Terceiro dia

No RN, greve segue firme e forte, com elevados índices de adesão e paralisação de produção

Trabalhadores já desembarcaram das Plataformas Marítimas e do Polo Industrial de Guamaré

19 de outubro de 2013 às 21:43

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Foto: Arquivo

No Rio Grande do Norte, a greve nacional dos trabalhadores petroleiros tem sido caracterizada pelos elevados índices de adesão, pela paralisação da produção em diferentes unidades e pelo repasse da responsabilidade pela integridade das instalações aos gestores da Petrobrás. Na maioria dos casos, a entrega das unidades foi motivada pela recusa das gerências em discutir percentuais mínimos de produção, conforme determina a Lei de Greve.

No mar, a decisão de entregar as 22 plataformas foi tomada na noite da última quinta-feira, 17. Nas horas que se seguiram, a produção foi drasticamente reduzida e as unidades foram repassadas com poços despressurizados e válvulas em posição de segurança. No final da manhã do dia 18 (sexta-feira), 90% dos trabalhadores desembarcaram, permanecendo apenas equipes de contingência.

No Polo Industrial de Guamaré, a decisão de paralisar a Refinaria Potiguar Clara Camarão – RPCC – foi tomada na manhã da sexta-feira, 18. A diminuição da produção nas plataformas marítimas e o fato de a refinaria ser uma unidade de pequeno porte permitiram que a instalação fosse rapidamente desmobilizada, interrompendo a produção de querosene de aviação e de óleo diesel.

Antes da RPCC, no Polo Guamaré, a paralisação já havia atingido a Unidade de Tratamento de Produtos Fluidos – UTPF, afetando a produção de gás natural e de GLP, além do Terminal da Transpetro. O desembarque dos trabalhadores foi realizado no início da tarde da sexta-feira, 18, após as respectivas gerências terem assumido a responsabilidade pelas instalações.

Campos terrestres – O RN é o estado brasileiro com maior produção de petróleo em terra. São 60 campos de produção com mais de quatro mil poços. Os maiores estão situados na região oeste do Estado, em Canto do Amaro (o número 1 do Brasil, com produção de 22 mil barris / dia) e Riacho da Forquilha; e nas regiões do Vale do Açu e Litoral Norte, nas áreas de Estreito, Macau e Fazenda Pocinhos.

Em todas essas localidades, a maioria (80%) dos efetivos engajados em atividades de produção é constituída de mão de obra terceirizada. Por esta razão – e devido ao grande número de poços – mesmo com elevados índices de adesão de trabalhadores Petrobrás, o número de poços fechados oscila diariamente, em um verdadeiro “jogo de gato e rato”.

Neste sábado, 19, durante reunião de avaliação do movimento realizada pela Diretoria Colegiada do SINDIPETRO-RN, em Natal, estimou-se que a produção de petróleo em terra foi reduzida em 40%, potencializada pela paralisação do vaporduto de Alto do Rodrigues.

Administrativas – Nas áreas administrativas, em Natal, Alto do Rodrigues (S-7) e Mossoró (Base 34), a adesão à greve é superior a 70%. Nas duas primeiras, os índices chegam a superar 80%, com forte apoio de trabalhadores terceirizados. 

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